O primeiro dia de trabalho nos Açores
Um passeio de trabalho na ilha de S. Miguel. A cidade de Ponta Delgada.Um sol escaldante. Procuro uma rua.Caminho com convicção. Tenho de fazer o meu trabalho. Olho em redor.Hoteis enormes, alguns turistas em trânsito.Os Açores não são ainda um destino massificado de turismo. Ailha verde de S.Miguel. Com os seus prados verdes a perder de vista, em contraste com o mar imenso que rodeia a ilha.O postal das lagoas coloridas e das águas quentes vulcânicas. A gastronomia regional. O leite, a carne açoriana e o peixe.
Penso nisto tudo, enquanto caminho. Reparo na quantidade de casas transformadas em alojamentos locais. A miragem do turismo.Casas de varios tipos e dimensões, em oferta a turistas que tardam em chegar. Os Açores têem um encanto especial. Natureza, paisagens de perder a respiração, um mar imenso com imensos locais para navegar, pescar e mergulhar. o clima é muito variavel e por isso o turismo de grandes dimensões, em busca de sol e clima tropical não têm espaço por estas paragens. Qual será o turismo certo para os Açores?. Na minha modesta opinião é o turismo de natureza que é totalmente oposto ao turismo massificado dos resorts.
Entretanto, na minha cminhada de trabalho passo em frente ao Estabelecimento Prisional. Os meus pensamentos alteram-se. A minha imaginação conduz-me a outras prisões viradas para o mar. Alcatraz.Talvez um exagero, da minha imaginação esta comparação mas tento compreender o tipo de pensamentos de um prisioneiro colocado numa cela virada para o oceano. O mar imenso que também é símbolo da fuga e da liberdade de viajar.
Em frente à entrada principal, um jovem com bastantes tatuagens está sentado numa paragem de autocarro. Traz consigo um saco transparente, onde é possivel ver a sua roupa. Provavelmente, aquele jovem teria acabado de sair da prisão. O confronto com a realidade da pobreza. A pergunta coloca-se. Será que aquele jovem não dispõe de meios financeiros para comprar uma simples mala ou um saco em pano ou tecido para tansportar a sua propria roupa. Claro que posso estar a exagerar na minha imaginação. Ele pode não ser um prisioneiro. E pode também não gostar de sacos de transporte de roupa. Imaginações, numa cidade que procura abrir as suas portas ao turismo.o maná do turismo, no paraíso verde e azul.
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