O Estranho caso de Benjamim Button
Este filme, excelentemente protagonizado por Brad Pitt, é baseado num livro com o mesmo nome do escritor americano Scott Fitgerald. Um velho conceito do imaginário colectivo. O regresso ao útero materno, ou morrer jovem.Alguém que nasce idoso e que regride na sua evolução, acabando a sua vida como bébé pequenino.
Mas acima de tudo, é uma história sobre o amor. O amor verdadeiro que não olha a interesses, nem à beleza passageira.A mãe adoptiva de Benjamim Button aceita aquele «bébé idoso» e «feinho» e dedica-lhe toda a sua atenção, enquanto desenvolve o seu trabalho num lar de idosos.
É também uma história sobre o século XX. O olhar de um escritor americano, Scott Fitgerald para um século XX em mudança.A história começa no inicio do século XX quando um fabricante de relógios desgostoso com a morte do seu filho soldado, na 1ª Guerra Mundial e a quem foi encomendado a construção de um relógio na torre de uma igreja. O relógio instalado, no dia da inauguração, começa a movimentar os ponteiros no sentido contrario ao habitual. Nesse mesmo dia, nasceu Benjamim Button. A perfeita analogia do sr. Gatteau que pretendia fazer recuar o tempo, para voltar a ter o seu filho desaparecido.Benjamim cresce no lar de idosos mas depois começa a trabalhar num barco, percorrendo vários pontos do mundo. No entanto regressa sempre ao lar de idosos, onde começou a sua vida. Tem uma história de amor, com uma menina de crescimento normal e que mais tarde se torna uma bailarina famosa.acaba por ser pai de uma menina mas afasta-se porque o seu crescimento ao contrario nunca lhe permitiria ser um pai normal.Acaba por morrer, mais tarde, nos braços da sua amada como um bébé recém nascido mas com problemas físicos comuns aos idosos.
Uma história de ficção, fantástica mas que envolve o leitor e o espectador de uma forma sublime.
No meu caso, permitiu-me regressar por algum tempo ao mundo fantástico da infância
e dos sonhos.
segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
domingo, 7 de janeiro de 2018
A Guerra. Todas a guerras
Escrever. A última fronteira.estou a ver neste momento, um filme americano sobre o Vietname ( antigo), Com actores conhecidos como Villiam Foe, Charlie Sheen, Jonnhy Deep, Tom Berenger. A violência e a perda do sentido de humanismo na guerra.A violência pela violência. Os americanos a expiarem os seus "pecados ". No cinema.
Em Portugal, também tivemos uma guerra.A guerra do Ultramar, ou a guerra de África. Nos antigos territórios das colónias portuguesas: angola, Moçambique e Guiné. Os traumas de guerra de quem passou por lá.Aquilo que muitos procuraram descrever e escrever.
Eu recordo a minha infância. Os programas de televisão, em período natalício. A mensagem dos militares, no Ultramar Português.Em Angola, moçambique e Guiné. " Nós por cá todos bem". cumprimentos à família, ao pai, à mãe, à namorada, ao cão e ao gato.Apenas isso.O que seria permitido pelo regime salazarista ( posteriormente marcelista). A propaganda das imagens.Uma tranquilidade e até alguma felicidade. Os militares portugueses estavam lá para engrandecer a nação.Contra os terroristas. Assim se designavam os outros. Aqueles que lutavam pela independência da sua própria terra.
Relembro ainda a voz de Adriano Correia de Oliveira. A canção do soldadinho que só após o 25 de Abril de 1974, pude escutar.O refrão falava de um soldadinho que nunca voltava.Mas que afinal, acabaria por voltar. Numa caixa de madeira. A sina do soldado português na guerra do Ultramar. A brutalidade da guerra. De todas as guerras.Para onde deveriam ser enviados todos os fabricantes e comerciantes de armas. Para conhecerem de perto, a morte e a violência.
A morte e o horror, como diria Marlon Brando, na cena final de Apocalipse Now.
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