quarta-feira, 28 de setembro de 2011

regresso

Voltei ao fim de algum tempo.preguiçoso.continuo a viajar, na minha rotina diária.trabalho,casa, trabalho.novo inter rail fica adiado para as calendas.mas escrever , vou tentar ser mais regular.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Férias2011

já passaram dois anos sobre as minhas férias em viagem interrail. não tenho escrito nada . mas continuoa viajar todos os dias e por isso teria sempre material para escrever. tento, mas se calhar com pouca convicção, convencer os meus familiares mais próximos a fazer pequenas viagens.vivemos todos muito separados. interesse vários, idades diversas, sexos diferentes. viajar sózinho têm um sabor mais especial, embora as relações com as outras pessoas, quer família, quer amigos também sejam importantes. mulher e filhos, sim. adquirimos responsabilidades. mas, a nossa verdadeira identidade.... onde fica. vou pensar nisso nos próximos tempos, e vou tentar escrever mais. deixar fotografias. em suma, vou andar por aí, como dizia o outro.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

InterRail- Imagens de Paris

                                                                      Notre Dame de Paris


                                                                     
                                                                            Junto ao Arco de Triunfo

                                                               
                                                                             Junto ao Rio Sena

                                                             
                                                                          As gárgulas da Notre Dame

                                                         
                                                             Junto à Píramede de Vidro/Louvre

                                                     
                                                                  Vista Nocturna do Sacré Coeur

                                               
                                                                  Esfinge- Museu Louvre

                                                           
                                                              O Pensador- Museu d` Orsay


                                                      Vista de Paris/ torre Eiffel a patir do Sacré-Coeur

domingo, 17 de abril de 2011

InterRail-Paris-11.3

No terceiro dia de Paris, visitei o museu do Louvre. Foram mais de duas horas, percorrendo aquelas galerias. A célebre Mona Lisa estava rodeada por um cordão de segurança. O quadro tinha um tamanho bem pequeno mas ali estava ocupando um lugar de destaque e concentrando as atenções de todos os visitantes.Gostei da visita.Como aprecio essencialmente escultura, gostei especialmente de algumas esculturas expostas, tal com a a famosa Venus de Milo e a Esfinge.
 Por isso, depois de visitar o Louvre, aproveitei para visitar o museu d`Orsay ( antiga estação de comboios), onde havia uma colecção de esculturas de Rodin, nomeadamente o célebre « Pensador».
 Nessa noite fui descobrir o bairro de Montmartre com as suas ruas estreitas e pitorescas. Lembrei-me novamente de Jim Morrison que por ali residiu. Imagino-o a percorrer aquelas ruas com artistas que utilizam os mais diferentes materiais para reproduzirem obras inéditas ou simplesmente paisagens de Paris, ou retratos de turistas.No dia seguinte, acabaria por subir à torre da Igrja de Sacré-Coeur, donde podia vislumbrar, uma vista magnífica de Paris.
 No penúltimo dia visitei a igreja de Saint- Chapelle com os seus famosos vitrais, a Praça des Vosgues e o Centro George Pompidou, bastante conhecido pela sua arquitectura arrojada e por ser frequentado por bastantes jovens.Nos jardins em redor, pude observar alguns espectáculos de rua bastante interessantes.
À noite, dormi num hotel perto da estação de comboios. Visitei a zona de Montparnasse e percorri numa última despedida de Paris, alguns bares daquela zona da cidade.Queria divertir-me. Mas acabei por deixar-me embalar pela solidão e regressei ao quarto do hotel. A minha viagem era um encontro com a cultura e com o meu interior.Tentava também conhecer a arquitectura, escultura e pintura da velha Europa, ao vivo e de que tanto falei no meu curso de História de Arte, tirado na velha Universidade de Coimbra.
Na solidão do meu quarto de hotel, fiz um balanço desta viagem. Uma viagem diferente à descoberta da velha Europa, da sua cultura e das suas gentes.
No dia seguinte regressei a Portugal, no velho comboio Sud-Express.Uma viagem longa. Em Coimbra, estavam à minha espera os meus familiares. Uma viagem acabara neste mês de Agosto de 2009.Outras viagens iria começar. Nem que passasem de viagens à volta dos meus pensamentos.Em Coimbra. Ponto de partida e chegada de todas as minhas viagens.

InterRail Paris-11.2

No dia seguinte, levantei-me cedo para visitar o centro de Paris, na zona do Arco de Triunfo.Passei pela Igreja de Madeleine com a sua imponente arquitectura exterior, lembrando um templo clássico grego. Passei pelo Palais Royal, pelo Louvre, jardim da Tulherias, Praça da Concórdia e o seu obelisco e caminhei pelo Champs Eliseés até ao Arco Triunfo.
Atravessei o rio Sena pela ponte Alexandre III e visitei o Petit Palais, Grand Palais e Palácio dos Inválidos. Atravessei novamente o rio Sena em sentido contrário, pelo Palácio Bourbon e voltei ao Jardim das Tulherias. Fiquei ali um pouco, vendo os jovens casais namorando e os pais passeando as crianças, ou simplesmente alguns franceses e turistas aproveitando os raios de sol do príncipio da tarde.Passei novamente, em frente ao Louvre, Arco do Carrossel, Píramede de Vidro e fui caminhando.Parei junto à Praça da Bastilha, onde me sentei numa esplanada.
  Esta praça, que para muitos é considerada das zonas mais feias de Paris é uma zona com um significado especial.Têm um carácter popular, associado talvez à carga simbólica do derrube da antiga Prisão da Bastilha e início da revolução francesa.
  O carácter festivo e revolucionário dos parisienses encontra-se aqui. Daqui partem as habituais manifestações sindicais.Aqui também se realizam as festas populares que antecedem as comemorações do 14 de Julho.
  Continuei a minha caminhada e lá cheguei novamente ao ponto de partida de todas as minhas excursões em Paris.Notre-Dame.Deixei-me ficar por ali, contemplando as margens do rio Sena e onde se concentravam grupos de jovens, ouvindo música, conversando, comendo e bebendo e também namorando.
  Na Íle de s. Louis, perto da Íle de la Citê, encontram-se grupos de músicos de rua, de vários géneros musicais.Na ponte de acesso à Ile de S. Louis, também encontramos massagistas de rua.
  Voltei para a pousada. O ambiente estav um pouco mortiço. Não tinha ninguém com quem conversar. Saí novamente.Na zona de Pigalle, perto da pousada abundam bares nocturnos, night-clubes, ficando ali também o famoso Moulin-Rouge.
   A zona está transformada numa autêntica montra de convite aos prazeres sexuais. Não estava interessado mas fui abordado várias vezes, por porteiros insistentes.Depressa me cansei e voltei para a pousada. Tentei dormir mas não era fácil. Começava a sentir-me cansado de dormir em sítios com poucas condiçoes de alojamento. A própria utilização da casa de banho, cujo chão não era limpo habitualmente e que era utilizado por várias pessoas, envolvia um máximo cuidado.A torneira do chuveiro deixava correr, apenas um pequeno fiozinho de água. Nada de especial. Em boa verdade, já tinha encontrado pousadas piores nos dias anteriores de viagem. Era o cansaço.Por isso, decidi que a última viagem antes do regresso a Coimbra, seria passada num hotel.

InterRail-Paris-11.1

Quais foram os locais que visitei em primeiro lugar, neste meu primeiro dia em Paris.Osa famosos cemitérios de Paris. Os cemitérios de Paris são autênticos locais turísticos. Principalmente, os cemitérios de Montparnasse e de Pére-Lachaise.No primeiro estão sepultados artistas, cientistas e intelectuais famosos como Alexandre Dumas, Pasteur, Jean Paul Sartre e Simone Beauvoir.No cemitério de Pére-Lachaise, encontramos Vitor Hugo e Jum Morrison.
    A visita a este cemitério e principalmente à sepultura do célebre cantor dos Doors, constituia um velho desejo de juventude. Na entrada, recusei a planta do cemitério que o recepcionista me quis vender. Haveria de descobrir sózinho, ou com a ajuda de outros visitantes a sepultura de célebre cantor.
   Demorei algum tempo, pois o cemitério é enorme mas após uma ultima informação de um casal de argentinos, lá descobri a famosa sepultura. Um cordão de segurança à volta da sepultura e um funcionário do cemitério vigiavam os turistas que de forma ordeira tiravam fotografias à famosa campa.Já lá não estava, um pequeno busto em pedra que constava das fotografias alusivas ao cantor.Bem, pensei com este aparato de segurança, os mais fervorosos também não podem fumar um charro e beber umas cervejunhas, junto à campa do Jim.Era uma forma de homenagem que se tornara comum a uma pessoa que se tornou mais famosa pelos excessos que cometeu, do que pela música e poesia que produziu.E que se tornou num ícone da juventude e rebeldia.E que a sociedade moderna e consumista absorveu de forma eficaz.Voltaria a lembrar-me do Jim Morrison, uns dias mais tarde ao percorrer as ruas do bairro de Montmartre.
   Neste primeirodia, ainda arranjei tempo para visitar a catedral de Notre-Dame.Um ex-libris da cidade. Foi a partir dali que nasceu a cidade de Paris. A catedral e toda a zona envolvente, passaram nos dias seguintes a ser o ponto de partida, para as minhas descobertas da cidade.
   A catedral de Notre-Dame têm um carácter simbólico. É uma das mais antigas catedrais francesas, em estilo gótico.Ali foi coroado imperador de França, Napoleão Bonaparte e mais tarde foi beatificada a heroína francesa Joana d`Arc. Juntando a isso, o romantismo literário de Vitor Hugo, com a sua « Notre-Dame de Paris».
   Por momentos, olhando para a impressionante fachada e também para as gárgulas suspensas em redor do edifício, e fechando os olhos por momentos, conseguia imaginar a figura do Corcundade Notre Dame lá no alto, olhando e desafiando os habitantes de Paris.
  Permaneci naquela zona até ao cair da noite e tirei várias fotografias da catedral Notre -Dame, do rio Sena e de alguns monumentos, como o Hotel de Ville, Saint-Chapelle e ao longe a Torre Eiffel.

domingo, 10 de abril de 2011

InterRail-11- Viagem para Paris. Primeiros dias em Paris.

Como sá arranjei bilhete para Paris, no comboio que saía de Berlim ao fim da tarde, só iria chegar à capital francesa no outro dia de manhã. Assim, enviei um e-mail para a pousada, comunicando-lhes que só ali iria pernoitar nas últimas 4 noites.
Assim fiz a viagem de noite e cheguei a Paris de manhã bem cedo à gare de Austerlitz.Tomei um pequeno almoço francês tradicional (croissants e leite) e informei-me junto do empregado, qual a melhor forma de chegar à zona de Montmartre, onde se localizava a pousada.
           Ele explicou-me que a melhor forma seria indo de metro que era o transporte mais rápido e que percorria práticamente toda a cidade.
          Tinha toda a razão, como acabei por entender nos dias seguintes. Ao 2º e terceiro dia, percorria a cidade de Paris de forma fácil e eficiente. Apenas um reparo ao metro. As estações e os respectivos acessos eram locais escuros e assustadores. Comparado com o metro de Lisboa, o metro parisiense ficava em desvantagem.As estações, carruagens e respectivos acessos, fizeram-me lembrar as estações do metro de Lisboa, dos anos 70 e 80. Mas provávelmente é uma questão de opções. As autoridades parisienses terão apostado no desenvolvimento de outros serviços, ao contrário das autoridades lisboetas. E com custos e desvios orçamentais exagerados. Não nos podemos esquecer dos problemas da estação de metro do Terreiro do Paço.
            Quando cheguei à zona do Pigalli, sobranceira à colina de Montmartre e onde ficava a pousada, senti-me por alguns instantes, chegado a uma feira internacional. Africanos, indianos e chineses, tranformavam aquela zona num auténtico comércio de rua sem fronteiras. E claro que havia turistas percorrendo as ruas, onde o comércio de produtos baratos dominava.Desde o comerciante marroquino de tapetes, à vendedora  de incenso indiana, até ao comerciante africano de artesanato, de tudo ali se encontrava.
            Na pousada, fui atendido por uma simpática francesa que declarou ter recebido o meu e-mail. Fiz o pagamento de todas as noites que tinha feito reserva, tendo em seguida levado as bagagens para o meu quarto.Mais uma autênticsa desilusão.O quarto ficava junto a um pátio interior e a limpeza do mesmo não era muito satisfatória. Felizmente, deram-me lençóis lavados.Naquele quarto com oito beliches, conheci 4 vietnamitas muito simpáticos e que falavam essencialmente francês e um jovem americano bastante simpático. Uma outra menina americana que viajava sózinha e que apareceu posteriormente e com quem apenas troquei algumas palavras circunstanciais mas que também parecia horrorizada com o quarto. Por ali também estava um inglês semi-arrogante e com o qual não tive grandes conversas, pois a empatia entre os dois foi nula desde o início.
           Teve o azar de o meu beliche ficar por cima do dele. Não deve ter gostado mas como se diz na minha terra «temos pena...». Enfim, problemas existenciais de alguns destes súbditos do reino de Sua Majestade.
          Aproveitei logo neste primeiro dia para ir dar uma volta. Tirei mais fotografias à linda igreja do Sacré-Coeur que é um monumento único e sublime, situado numa zona linda e romântica da cidade de Paris.Uma espécie de bairro típico, onde se encontram artistas, intelectuais, comerciantes de antiguidades e outras pessoas que provávelmente encontram ali um pequeno refúgio.Uma zona de Paris, que só descobri uns dias depois. Depois conto.
         

        

NVOLVENTE


                                                                       Estacão de Berlim-Hauptbannoff


                                                                                   Memorial Church


                                                                   Representação da Zona Check Point

                                                               
                                                                 Junto à Cúpula de Vidro do Reichstag


                                                                        Zona Envolvente ao Reichstag


                                                                        Junto ao antigo Muro de Berlim

                                                                         Fachada do Museu da Aeronaútica
                                                   
                                                                Trecho do Rio, junto à Pousada

sábado, 2 de abril de 2011

InterRail- Berlim 10.1

No dia seguinte em Berlim, procurei aproveitar para visitar a cidade num autocarro turístico.Parti da estação de Berlim ( Hauptbannoff) que me deixara encantado, tendo a primeira paragem na conhecida Memorial Church que foi práticamente destruída nos bombardeamentos da 2ª Guerra Mundial. Após a guerra, foi construída uma nova igreja, um edifício alto e moderno, tipo torre, mas a população não deixou que a velha igrek«ja fosse destruída. Assim, no centro da cidade deparamos com aquele contraste, entre uma igreja do século XIX e uma igreja moderna.(o mesmo aconteceu em Munick, onde tirei fotografias).
     Nessa avenida, também fica localizada uma escultura conhecida internacionalmente com uns tubos metálicos entrelaçados e que é uma homenagem ao progresso industrial.Passei pela catedral de Berlim, Porta de Brandenburg, edifício da Bahaus e acabei por parar na zona de check-point, correspondente à divisão da cidade após a 2ª Guerra Mundial, em zonas de diferentes aliados. Há todo um ritual turístico naquela zona, em que os bares e lojas vendem postais alusivos a esses momentos históricos. Tmbém pude tirar fotografias, junto de um senhor com um uniforme de soldado americano e com a respectiva bandeira, simbolizando a entrada na zona americana.Todo um conjunto de adereços envolvem a zona. Sacos de areia marcando a zona de divisão e trincheira e a pequena casa em madeira, onde ficavam os soldados que vigiavam as entradas e saídas.
     Em redor, podemos encontrar  outros pontos de atracção histórico/ política como a exposição de velhos automóveis Trabant, da antiga Alemanha do Leste e bem ali perto, algumas zonas onde persistem partes do velho muro de Berlim, sinónimo da divisão da cidade e que felizmente terminou em 1989.Não resisti e acabei por comprar um postal ilustrado com um plástico envolvendo uma lasca em pedra do extinto e malfadado muro. Passei por outras zonas da cidade e fiquei agradávelmente surpreendido com a beleza da cidade, atravessada por pequenas ponntes em determinados trechos do rio.Os barcos atravessando o rio e as pessoas aproveitando o sol nas margens, foram outras imagens que me ficaram da cidade.
      Na última noite em Berlim, passei uma fome de cão.Porque estava tudo fechadoe no bar da pousada não havia nada para comer. Acabei por comer umas tostas que encontrei no fundo da mochila. No dia seguinte iria para Paris mas só tinha comboio ao fim do dia. Passeei novamente pela cidade. Visitei o Reichstag com a nova estrutura em vidro, podendo no topo apreciar uma vista deslumbrante sobre a cidade.
      Nessa visita, acabei por conhecer uma menina brasileira de ascendência japonesa, com quem acabei por passar o resto do dia, até à minha partida para Paris.Passeámos pelos jardins na zona da cidade dos Museus, percorremos uma feira de gastronoma e acabámos por percorrer a pé através de belas avenidas rodeadas de vegetação o caminho até à estação. Foi um dia bastante agradável. Conversámos bastante e da parte dela houve uma enorme satisfação, pois já não falava em português há bastante tempo. Estava a trabalhar como «au pair» na Dinamarca e aproveitou uns dias de férias dos patrões para também poder viajar.Ainda a convidei para vir até Paris comigo mas confessou que tinha que regressar ao trabalho. Deixei-lhe o meu contacto telefónico, para quando ela viesse a Portugal poder ter local para eentual estadia.

InterRail 10-Viagem para Berlim

A viagem para Berlim foi relativamente rápida. Cheguei à capital alemã, ao fim da tarde.A estação de caminhos de ferro de Berlim é um edifício extraordinário. Inserido num tipo de arquitectura funcional, a grandiosa estrutura em vidro e metal, vista do exterior , parecia que absorvia os comboios que entravam na estação.
     Desta vez, não me enganei no transporte que deveria tomar para chegar à pousada.As paragens dos autocarros ficavam no lado exterior da estação de comboios. Pelo caminho, pude apreciar a beleza de umacidade equilibrada e harmoniosa com avenidas largas.Desci na paragem de autocarro correcta. Para chegar à pousada andei ali um pouco perdido. Tinha que andar com a cabeça levantada, pois a indicação das ruas estava colocada em placas metálicas, como nas cidades americanas.Enganei-me um vez, porque não tomei sentido à orientação das placas metálicas mas posteriormente lá dei com o local.
      A pousada era um belo edifício de meados do século XX e ficava perto do pequeno rio que atravessava a cidade e onde circulavam diáriamente bastantes barcos.Nessa primeira noite e como estava esfomeado acabei por jantar num restaurante grego.À noite fiquei ali pela pousada que era bastante agradável.Tal como a pousada de Roma, tinha ar condicionado nos quartos.
      Estive pela zona do bar e ainda conversei com um empregado alemão, no meu mau inglês e sobre futebol, nomeadamente clubes portugueses e alemães.Eu falei-lhe de Coimbra, da Académica e do Sporting. Ele falou-me da sua visita a Portugal durante o Euro 2004. Esteve no Porto. Disse ter gostado muito da comida e das pessoas. Também disse que era adepto do Bayern Munick que é o grande clube da Alemanha, atendendo a que os clubes de Berlim não são muito fortes.No quarto colectivo que me foi destinado, bastante confortável e com r condicionado, ainda acabei por tavar conhecimento com algumas pessoas, nomeadamente um rapaz australiano e uma menina espanhola que viajava sózinha.Deitei-me cedo, porque no dia seguinte iria começar a «explorar» a capital alemã. 

sábado, 5 de março de 2011

InterRail-9.1- Imagens de Munique

                                       
                                                         Munique nocturna



                                                                 Edificio da perfeitura


                                                          Igreja St. Peter(Alter Peter)

                                                          Igreja de S. Miguel(Mickaelskirche)

                                         
                                              Praça da Perfeitura ( Marienplatz)
                                                                   

InterRail- 9- Viagem e passeio por Munique

No dia 21 de Agosto parti na minha viagem para terras alemãs: Munique.Esta viagem até Munique, durou uma tarde e parte da noite. Atravessei terras austríacas e a paisagem que se desenrolava diante dos meus olhos, era uma paisagem que me fazia lembrar o célebre filme " Música no Coração".
     Quando cheguei a Munique, fiquei completamente perdido. Teria que apanhar o metro para uma estação seguinte e não compreendia a explicação que me era dada pelo folheto de reserva.A minha sorte foi ter encontrado umas senhoras de nacionalidade angolana que me conseguiram explicar, onde deveria descer  para poder ir para a minha pousada.Chegui à estação correcta e já era noite escura.Estava novamente perdido. Ao longe, um prédio alto com o símbolo reluzente da Mercedes, uma das marcas do poder económico alemão.Por sorte, encontrei um grupo de jovens alemães que abordei e que por acaso estavam instalados na mesma pousada para onde eu tinha marcado a reserva.Também estavam de regresso à pousada e acompanharam-me até à entrada.
     Esta pousada, em termos de condições de alojamento acabaria por ser a  pior que encontrei.Apenas me indicaram o quarto onde iria dormir. Aí escolhi a cama. Para dormir, tive que colocar os lençóis de lado. Pela segunda vez nesta viagem, senti-me bastante sózinho. E curiosamente, no átrio da entrada junto à recepção e onde também se encontravam pessoas, existindo um pequeno bar, máquinas de bebidas e alguns computadores, ouvi vozes portuguesas.Olhei de lado e vi um pequeno grupo de 3 jovens portugueses que discutiam acaloradamente algo relacionado com computadores.Mas não me senti motivado a falar com eles. Como já tinha deixado a minha bagagem no quarto, aproveitei para ir dar uma volta antes de dormir. Era de noite mas ainda era cedo para ir dormir.E no quarto, a rapaziada que lá estava ainda permanecia muito animada.Obviamente, era tudo malta nova.
   A pousada ficava numa zona residencial. Era atravessada por um enorme avenida compasseios largos e com espaços para andar de bicicleta.Era a primeira cidade que encontrava, onde os peões tinham espaço suficiente para caminhar, devendo ainda estar atentos ao trânsito de ciclistas.E mesmo à noite, muitos ciclistas se cruzaram comigo.
    Como no outro dia, tinha o comboio ao fim da manhã para Berlim, levantei-me bem cedo.Não tinha direito a pequeno almoço na pousada e por isso arrumei logo a minha mochila e saí para a rua. Apanhei chuva e frio. O tempo mudara bastante desde que saíra de Itália e a cidade de Munique também fica perto dos Alpes.Andei até ao centro. Tirei algumas fotografias, nomeadamente na zona da catedral e da perfeitura da cidade. Na altura, não sabia reconhecer os edifícios mas mais tarde identifiquei-os por fotografias e por folhetos turísticos.Tomei o pequeno almoço no centro da cidade. No regresso à estação, perdi-me. Lá encontrei novamente um senhor e num inglês péssimo de parte a parte, lá nos entendemos e lá consegui voltar à estação.
    Algumas notas curiosas sobre este meu primeiro contacto com a Alemanha. A limpeza das ruas contrastava em absoluto, com as ruas da cidade de Roma.Também apreciei a novidade da visitar uma igreja protestante, em que a exuberância decorativa própria das igrejas católicas é práticamente eliminado.E finalmente, ao passar por um parque verde, o pormenor das piras funerárias com com chamas sempre acesas em memória das v´timas do nazismo.Os alemães cultivam muito a memória, algo que também iria encontrar na cidade de Berlim. Cultivam a memória dos horrores do nazismo com museus, memoriais, etc.Provávelmente para perpetuarem algo que não querem repetir mais.
 

InterRail-8.1.2 - Imagens de Veneza


                                                  Campanário da Praça de S. Marcos

                                                                     Basílica de S. Marcos

                                         Cidade de Veneza vista do Campanário S. Marcos

                                                                           Veneza nocturna

                                                           
                                                                 Numa das pontes de Veneza

InterRail-8.1- imagens de Veneza

                                               
                                                                 Vista geral de Veneza.

                                                                 Junto ao Canal Central

                                                                              Ponte de Rialto

                                                                    Chegada à Praça de S. Marcos
                                                                             Praça de S. Marcos

InterRail-8- viagem e passeio por Veneza

No dia 19 de Agosto parti para Veneza.Veneza, património da humanidade. Conhecida pelos seus canais, pelo seu Festival de Cinema e também como a cidade do amor. Infelizmente eu viajava sózinho. Mas o objectivo do percurso era essencialmente cultural e por isso não me preocupei com esse facto.Mais uma vez, a pousada ficava perto da estação dos comboios. Por isso, também foi fácil chegar lá.Como cheguei cedo, aproveitei logo para começar a minha visita à cidade.
     A cidade de Veneza, acabou por ser a cidade que se assemelhou mais ao meu imaginário. Uma enorme avenida constituída por um canal central, onde circulavam todo o tipo de barcos. Barcos com mercadorias, ambulâncias, barcos da polícia e claro, as inevitáveis gôndolas.Seguindo o aconselhamento do mapa turístico da cidade, acabei por comprar um bilhete para o dia bo transporte público da cidade. O vaporetto.
A estrutura das fundações dos edifícios venezianos, assentes em estacas revela o espírito audaz e empreendedor do povo que colonizou esta cidade e que segundo alguns historiadores seria constituído essencialmente por refugiados de outras cidades italianas, embora existam referência a uma comunidade de pescadores ali localizada.Históricamente, e antes da unificação italiana era administrado pelos doges.
    No primeiro dia percorri o canal central e fui até à Praça de S. Marcos. Aí pude apreciar  a arquitectura do palácio dos Doges, uma obra-prima do gótico veneziano, a Basílica de S.Marcos, um exemplo da arquitectura bizantina e o campanário de S. Marcos, de formas simples e que no topo têm um cubo , em cujas faces estão representados leões.Em redor da praça localizam-se cafés e restaurantes, alguns com orquestra, tornando o ambiente mais sedutor e romântico.
   Quando ali cheguei, pude observar que num dos cafés uma jovem tocava enérgicamente um violino, enquanto um grupo de outros instrumentistas sentados perto dela acompanhavam a violinista.Consegui arranjar tempo para visitar todos estes monumentos mas apenas no dia seguinte. O tempo perdido em filas era muito.De visita ao Palácio dos Doges, recordo-me da ponte das masmorras e da ponte dos suspiros, famosa por se referir ao lamento dos prisioneiros que atravessavam a ponte em direcção à prisão. Suspiravam porque iam deixar de ver o mundo exterior.
   Durante os dois dias, optei por percorrer várias viagens no Vaporetto, parando sucessivamente em vários locais e entrando em igrejas, museus e palácios.A ponte de Rialto, bastante conhecida pela sua forma arquitectónica de arco rebaixado, em que o nível da água oculta as bases do arco.O mercado de Rialto, fica perto da ponte e também é um local turístico bastante interessante.
   Visitei o Ca d´Oro e alguns palácios mas acima de tudo percorri aquelas ruas, atravessei por diversas vezes aquelas pontes e apreciei o bulício daquela metrópele marítima.E lembrei-me da cidade portuguesa de Aveiro a que alguns portugueses chamam de « Veneza de Portugal».Será necessária alguma imaginação, mas na realidade, nesta cidade portuguesa, alguns troços do seu Canal Central poderão assemelhar-se a esta magnífica cidade italiana.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

InterRail-7.1.1-Fotos de Roma


                                                      Coliseu de Roma à noite


                                                                 Junto à Basílica de S. Pedro

                                                                                      Capela Sistina

                                                                           Monumento a Vitor Emanuel
                                                                                   
                                                                               Forum Constantino

InterRail-7.1- Andando na cidade Eterna

Nas minha primeira viagem de autocarro por Roma, o local onde faria a primeira visita seria junto ao monumento a Vitor Emanuel, o primeiro rei de Itália e responsável pela unificação do país.
    Monumento grandioso mas polémico, pois a sua construção implicou a destruição de uma vasta área do Capitólio, uma das colinas históricas de Roma. Passámos pelo Castelo de Sant`Angelo e chegámos ao Vaticano.A Praça de S. Pedro têm um obelisco central que segundo o conceito tradicional representa o elo entre a antiguidade e a cristandade, dizendo-se que as cinzas de César descansam na sua base e a cruz de Cristo no seu topo.O jogo das colunas em volta da praça idealizado pelo arquitecto Bernini, transmitem uma sensação de movimento e parecem querer simbolizar um abraço da Igreja aos visitantes e peregrinos.
    Logo à entrada da catedral a Pietá de Miguel Ângelo, obra escultórica que consegue transmitir de modo impressionante o sofrimento e a dor da mãe de Jesus através de uma forma idealizada e com um rosto sereno. Também pude apreciar a grandiosidade da Igreja de S. Pedro com a sua enorme cúpula vista do seu lado interior.
   Iniciei a visita ao museu Vaticano com as suas imensas galerias e jardins, onde pude apreciar inúmeras obras de escultura, pintura e outras de todas as épocas históricas, terminando tal itinerário que durou cerca de 2 horas na famosa Capela Sistina.Para muitos críticos de arte, a Capela Sistina representa o apogeu da criação artística do homem. Com frescos de muitos artistas da Renascença decorando as suas paredes, é para o tecto  da famosa capela que os olhares das pessoas convergem quando entram na Capela. A criação do mundo com os projectos e os episódios do livro do Genesis, segundo Miguel Ângelo.
   Meio tonto, com tamanho banho de cultura saí do museu e continuei a minha viagem num dos autocarros do circuito. Passei junto à Villa Borghese, Castelo de Sant`Angelo ( onde costumam ficar alojados os convidados do Vaticano) e novamente em frente ao monumento de Vitor Emanuel que acabei por visitar.
    Depois acabei por visitar a zona dos Foruns Romanos, tendo visitado em pormenor o Forum Trajano, o último dos Fóruns Imperiais da Roma Antiga, construído pelo Imperador Trajano.
    Após visitar o Forum, percorri a pé  o percurso que já conhecia de autocarro passando junto ao rio Tibre e atravessei o rio para o outro lado, onde acabei por almoçar num restaurante bastante simpático.Após o almoço, segui o meu percurso passando em frente às Termas de Caracala, novamente pelo Coliseu que aproveitei para visitar. Tudo isto debaixo de um calor intenso. Quando cheguei à pousada estava exausto. Tinha estado três dias em Roma mas não tinha visitado grande parte dos monumentos. Mas penso que visitei o essencial.
 

InterRail-7-Viagem para Roma

    No dia 16 de Agosto, parti para Roma.Em Roma, acabei por ser envolvido por várias sensações. Acabei por admirar sem surpresa, todo o património artístico que pude visitar. Estava na famosa Cidade Eterna, com uma enorme riqueza cultural e artística.Um berço da nossa civilização.
    Mas também acabei por ficar chocado com a quantidade de pessoas que encontrei na rua, completamente entregues a si próprias.Lembro-me de uma idosa, perto da pousada onde me encontrava. Quando a avistei fiquei chocado, talvez pelo ar desamparado da senhora que parecia procurar um local para se abrigar. Não fiz nada, tendo-me limitado a olhá-la de relance. Continuei o meu caminho e passei essa noite a sonhar com a idosa. Na noite seguinte, tentei encontrá-la, para lhe deixar algum dinheiro mas não consegui esse meu objectivo.
   A pousada ficava perto da estação. Por isso foi fácil encontrá-la. Com o calor intenso que se fazia sentir naqueles dias de Agosto, foi muito agradável encontrar uma pousada que tinha ar condicionado nos quartos. Porque foi em Roma que apanhei os maiores  dias de calor daquele Verão.
   Após deixar a minha bagagem na pousada fui dar uma pequena volta pelas imediações. Ainda visitei a entrada das Termas de Diocleciano, onde fica actualmente o museu Nacional Romano e a Igreja Santa Maria Maggiore com um enorme obelisco colocado na praça central.
   Neste primeiro contacto com Roma, pude observar outra grande curiosidade sobre esta cidade. A atracção que as fontes exercem sobre os turistas. e ainda a tendência que os turistas têm de se descalçarem e molharem os pés nas fontes.A força do cinema com as cenas do famoso filme de Fellini "La Dolce Vita" e o banho dos protagonistas junto à Fontana di Trevi, levam as pessoas a querererem também ser protagonistas de algo. E a fixarem um momento. Por isso, também experimentei molhar os pés na Fontana Neptuno, na Piazza Novana.
   Como grande caminhante que sou, nessa noite andei bastante e acabei por ir ter até à zona do Coliseu, onde acabei por jantar uma típica comida italiana.E fui atendido por um empregado italiano, completamente excêntrico que cantava ópera enquanto servia os clientes.
   Na pousada acabei por conhecer uns turistas americanos e tal como outros que encontrei, falavam muito em como a vida na Europa estava extremamente cara. Naquele ano de 2009, o euro estava numa cotação favorável em relação ao dólar. Por falar em turistas, os ingleses estavam em todo o lado. Exuberantes e ruidosos, inundavam as esplanadas, cafés e restaurantes de Roma e não pareciam muito contidos em despesas.Por isso também deveriam ser os turistas mais desejados em Itália e noutros países.
   Em Roma acabei por ficar três noites. Já tinha planeado assim. A cidade é bastante grande e com muitos pontos de interesse para visitar.Por isso, optei por visitá-la num autocarro turístico como já tinha feito em Madrid.Circulavam na cidade dois autocarros turísticos distintos.Um deles percorria os locais da Roma Imperial ( autocarro vermelho) e o outro percorria os locais da Roma Cristã (autocarro amarelo).Mas acabaria por andar também a pé debaixo de um calor tórrido.
   Na primeira noite passei junto ao Coliseu e tirei as primeiras fotografias de Roma. É um símbolo da Roma Imperial e um edifício grandioso que consegue ser mais fascinante visto do lado exterior como poderia constatar em visita posterior.O que me divertiu imenso foi verum grupo de homens italiannos que se concentram habitualmente à porta do Coliseu com t-shirts alusivas aos gladiadores e entoando cantos guerreiros. Provávelmente serão mesmo os descendentes de Hércules, pensei eu, de forma irónica.
  Perto do Coliseu, fica o Arco de Constantino que é um dos arcos  triunfais mais bem conservados da Roma Imperial. Também é um arco simbólico porque comemora  uma vitória sobre um outro co-imperador e segundo a tradição, o imperador teria tido uma visão em que poderoia vencer sob o signo cristão da cruz. Como tal aconteceu a religião oficial romana passou a ser o cristianismo.
 

InterRail-6.1.1- Imagens de Florença


                                                                  Doumo de Florença-Vista nocturna


                                                                             Palazzo di Signorina

 
                                                                           Duomo e Campanário


                                                                No cimo do campanário do Duomo  

                       
                                                                   Réplica de David na Piazza Signorina

                                                           Junto ao Rio Arno. Ponte Vecchio ao fundo

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

InterRail-6.1 visita a Florença

No dia seguinte, 15 de Agosto, aproveitei para visitar o Duomo que é uma catedral em estilo gótico-renascentista com uma monumental fachada e uma cúpula de Brunnelleschi de uma enorme grandiosidade e que domina o panorama exterior da cidade.Consegui tirar uma fotografia do Duomo a partir do campanário e com a cidade de Florença, em fundo.
    Essa fotografia e outra tirada à noite do Duomo em grande plano, acabaram por ser das fotografias mais conseguidas nestas minhas férias europeias.Também visitei as Galerias de Arte dos Uffizi, a Galeria da Academia, onde pude ver obras de Boticelli e outros e onde se encontra o verdadeiro David de Miguel Ângelo. Lá pude ver alguns japoneses a tentarem tirar fotografias e ainda tentei fazer o mesmo sem sucesso.
    As noites de Florença foram quentes e agradáveis. Pude apreciar alguns espéctáculos musicais de artistas de rua na zona da Piazza di Signorina. Percorri com gosto aquelas ruas, praças e casas. Senti-me dentro de um museu vivo. Em cada esquina podia ser surpreendido com um pormenor de uma casa ou de um palácio. Fechando os olhos quase conseguia imaginar-me no tempo das construçoes daquelas obras de arquitectura.

InterRail-6- Viagem para Florença

No dia 14 de Agosto  parti no comboio para Florença.Fiz escala em Milão.A estação ferroviária de Milão é um autèntico centro comercial à superfície.Não saí para o exterior, apesar de ainda faltar algum tempo para a partida de comboio.E ainda bem que o fiz.Quando cheguei à plataforma e ainda antes do horário previsto para a saída do comboio, cerca das 10 horas, as portas automáticas do comboio já se encontravam fechadas.
     Claro que começei logo a barafustar com o empregado ferroviário ali presente, impecávelmente vestido e que entendeu o que lhe disse, mas declarando não estar ao seu alcance a resolução do problema.À minha insistência juntou-se a de outros passageiros e pouco depois em contacto com o maquinista, foram desbloqueadas as portas de entrada para as carruagens.E lá segui para Florença, a cidade da arte e da cultura. O berço do Renascimento.
     Cheguei à cidade a meio da tarde.Acho que durante estes dois dias, apanhei o primeiro " banho de cultura" que me iria acompanhar durante o meu percurso por Itália.Logo à saída da estação pude vislumbrar a magnífica Basílica de Santa Croce, da Ordem dos Franciscanos que segundo a lenda terásido fundada pelo próprio S. Francisco de Xavier no século XIII. A  imponente fachada em mármore branco, impressiona pela sua grandeza, os turistas que por ali passam.
     Mas deixaria a visita à Igreja para mais tarde. Necessitava de chegar à pousada para tomar um banho e descansar um pouco. Depois poderia tomar as minhas primeiras impressões da cidade dos Medici.A pousada onde me instalei ficava perto do rio Arno e da famosa ponte Vecchio.
     Era uma pousada familiar dirigida por dois jovens italianos bastante simpáticos. Por acaso foi a única, onde me exigiram o pagamento em dinheiro. Fiquei num quarto interior, numa cama normal de solteiro. No centro do quarto, uma cama de casal que viria a ser ocupada por um casal que apenas conheci de relance, após uma noite de sono intenso.Ali conheci outro rapaz argentino que também andava a viajar pela Europa.Disse-me que a sua profissão era a de jornalista e aproveitava as suas viagens para escrever. Cheguei a trocar contacto de telemóvel com ele mas acabei por perder tal contacto.
     A cidade de Florença é práticamente um museu vivo.É uma cidade com igrejas, museus, palácios, galerias de arte, em cada esquina que percorremos na cidade.Nessa primeira noite fui até à Piazza di Signorina que é o centro cultural e nocturno da cidade.O Palácio della Signorina(Palácio Vecchio) com a sua alta torre com ameias domina um dos topos da praça. Aí também se encontram algumas réplicas de estátuas famosas como a de David, de Miguel Ângelo.
      No centro da praça, a Fonte de Neptuno e a estátua de um dos membros da família Medici( Cosmo Medici). Esta cidade não pode ser separada desta família de banqueiros, mecenas de artistas famosos e que se tornaram soberanos não-oficiais da cidade toscana.
     Nesa primeira noite, antes de me ir deitar ainda passei pela Ponte Vechio com as suas lojas colocadas ao longo de todo o tabuleiro. Atravessei a ponte e percorri as ruas da outra margem da cidade.A estrutura medieval da ponnte, combinada com a beleza do seu enquadramento com o rio Arno, tornam-na um local extremamente bonito e romântico. Principalmente ao pôr do sol.

   

InterRail-5.11- Imagens de Cerbere, Nice e Monaco


                                                              Praia de Cerbere-Sul França


                                                                  No Centro de Nice


                                                                Praia do Sporting-Nice

                                         
                                                                Junto ao Porto de Nice

                                            Casino Monaco- À espera das princesas do Mónaco

InterRail-5.1- Nice e Mónaco

           No dia seguinte percorri as ruas de Nice. Fui à praia. Tirei uma fotografia na praia do Sporting ( o meu segundo clube após a Académica e seguindo uma tradição familiar) e consegui tomar o meu primeiro banho de mar, destas férias. Para dizer a verdade, primeiro e único.
           Como estava sozinho, coloquei todos os documentos e objectos dentro da mochila e deixei-os estrategicamente junto aos bens de um casal que ali se encontrava.Virado para a praia de forma a controlar a mochila, consegui tomar o meu banho de mar. Água maravilhosa. Estava em pleno mar mediterrâneo. Ondas pequenas e temperatura extremamente agradável. Fiz sinal ao casal que olhava surpreendido para a minha mochila e saí do banho.
           Almocei na zona velha da cidade, num pequeno restaurante frequentado pelos habitantes de Nice. Subi ao castelo. Desci até ao porto de recreio e reparei que ali perto poderia apanhar autocarros para o Monaco.  Então resolvi dar uma volta até ao principado do Monaco. Talvez pudesse ter um encontro inesperado com alguma princesa do Monaco.
            Já no Monaco, fui até à entrada do Casino. Apercebi-me de uma grande movimentação de pessoas, nomeadamente turistas e fotógrafos, numa zona envolvente ao edifício e que continha algumas barreiras metálicas e alguns seguranças.A família real do Monaco, deveria estar ali perto-pensei.Aguardei com curiosidade o desenrolar dos acontecimentos mas apenas me apercebi  de algumas pessoas que passavam "glamorosamente vestidas". Não conheci ninguém. Diante dos meus olhos terão passado príncepes e princesas. Mas não me apercebi de nada em especial. Eram pessoas normais numa zona linda do Sul de França.
           Contornei o Casino e pude apreciar o ancoradouro de iates localizado nas traseiras. Um bloco de apartamentos  aí construído com janelas e varandas viradas directamente para o Mediterrâneo, tinha acesso directo à marina e a um heliporto.
           Regressei a Nice. O dia passara rápidamente. Tive pena de não visitar alguns museus bem famosos desta cidade, como o museu de Cézanne mas na  prática apenas dispus de um dia para visitar a cidade.
           O pequeno banho de mar, na imensa praia de cascalho foi um dos momentos mais saborosos desta minha viagem. Gostei de andar no metro de superfície e de provar algumas especialidades vietnamitas num restaurante self-service junto à estação. Fiquei com um gostinho especial por esta cidade. Gostaria de voltar um dia. Quem sabe?.
   

InterRail- 5- A caminho de Nice

    Deixei Barcelona no dia 12 de Agosto, tendo como destino a cidade de Nice. Mas seria um dia inteiro em viagem, utilizando vários comboios e acabando por chegar à bonita cidade de Cote-d-Azur já em pleno horário nocturno.
    O primeiro comboio em que segui viagem, levar-me-ia à localidade de Cerbere já em território francês.Uma pequena vila junto ao mar com uma praia encantadora, onde me entretive a tirar fotografias enquanto devorava uma saborosa baguette.A segunda viagem levar-me-ia até à cidade de Narbonne. Aí mudaria novamente de comboio e iria até Marselha.Nessa viagem conheci umas raparigas portuguesas da zona de Lisboa e que iam em viagem para a Grécia.
     Acabei por chegar a Nice extremamente cansado pela viagem longa. Como já era de noite e não entendi muito bem o folheto que acompanhava a reserva na pousada e sabendo que a mesma ficava fora da cidade, acabei por apanhar um táxi.
     Só no dia seguinte é que iria perceber que deveria ter apanhado o metro de superfície até ao estabelecimento comercial conhecido por "Casino Market" e aí deveria aguardar uma carrinha da pousada que em horários regulares transportava os clientes.
     A pousada era dirigida por ingleses. A língua dominante naquele espaço era o inglês. Os clientes eram praticamente todos ingleses.O quarto que me foi destinado partilhei-o com alguns ingleses. Um senhor de idade mais avançada e de traços orientais, possivelmente de ascendência indiana e que falava perfeitamente o inglês e outros ingleses que foram simpáticos na recepção e que rapidamente me esqueceram e voltaram à conversa que eu tinha interrompido sobre informática e novas tecnologias.
    Arrumei as minhas coisas e tomei um bom banho revigorante.Quando saí do banho, estava sozinho no quarto. Apareceram dois jovens de nacionalidade argentina. Pouco simpáticos, ao princípio. Penso que não gostavam muito de ingleses( porque será?) e devem ter pensado que eu era mais um " bife". E efectivamente, com o meu perfil, desde que não abrisse a boca passava por um perfeito inglês.
    Quando se aperceberam que eu era português, ofereceram-me bebidas e trocámos algumas palavras cordiais.
    Um episódio caricato naquela pousada. Pelas 0 horas, ter-se-ia que fazer silêncio.Os ingleses consumiam bastante cerveja.Em grupos ruidosos, conversavam. Pelo meio, um funcionário da pousada percorria "religiosamente" o espaço envolvente e fazia o sinal sonoro de silêncio (ssh ssh), a todos os que encontrava e entendia estarem a ultrapassar o número de decibéis permitidos naquele local.Sentado num banco de jardim da pousada, contemplava aquelas cenas surreais e cómicas. Ele aparecia por detrás das pessoas e apenas emitia o sinal sonoro de silêncio, conhecido mundialmente. Alguns meninos e meninas  inglesas ficavam surpreendidos. Outros apenas sorriam.
   Este homem é o que em Portugal, chamamos de "cromo", pensei.Apesar de a noite estar bastante agradável, sentia-me um bocado sozinho. E percebi logo o motivo. Estava numa pousada longe do centro. Tinha criado o hábito de ir dar uma volta, quando chegava a um determinado local. Como aquela pousada ficava numa zona residencial e longe do centro, eu não poderia ir dar o meu passeio higiénico. Até poderia mas não seria a mesma coisa (mania dos anúncios).
 Fui-me deitar por volta da meia noite. Adormeci rapidamente. O cansaço era bastante grande e precisava de retemperar forças para o dia seguinte visitar a pérola do mediterrâneo.

InterRail-4.11 Barcelona em Imagens

                                         
                                           Plaza Mayor de Barcelona. Uma praça tropical e colonial
                                             

                                           Cristovão Colombo aponta o caminho do mar

                                             
                                           Dias de calor intenso. Junto ao Porto Olímpico.                           

                                                     
                                                       Sagrada Família de Gaudi. Finalmente após
                                                        uma grande caminhada. Esta fotografia foi
                                                       tirada com a língua de fora.