Porque gosto de comboios?
Viajo diariamente de comboio. É um transporte seguro que permite fazer uma viagem cómoda, onde podemos ler, ouvir música e conversar com companheiros de viagem.
E no entanto, não me canso de viajar de comboio. Já viajo diáriamente de comboio, entre a minha casa e o trabalho há cerca de 20 anos. Além disso, há cerca de 11 anos, fui fazer uma viagem pela Europa. Como ? De comboio, pelo InterRail.
Vasculho a minha memória. Quando era criança, cheguei a dormir em casa de amigos dos meus pais que residiam perto da linha de Lousã ( agora extinta). Para além disso, também visitava regularmente a minha avó que residia numa localidade do Norte. A sua casa ficava junto à linha.
Quando me deitava, o som nocturno dos comboios a apitar, ou simplesmente o barulho da sua circulação, levava-me a sonhar. Tal como Álvaro de Campos ( heterónimo de Fernando Pessoa) imaginava o percurso e a viagem daqueles comboios nocturnos.
Mas não ficava infeliz ao ouvir aqueles sons. Como jovem, tinha uma imaginação fértil e imaginava percursos, lugares e pessoas viajando de diferentes maneiras e percorrendo diversos lugares. Viagens de pessoas aventureiras, detectives, ladrões, turistas e também pessoas comuns.
Claro que a literatura também ajudou neste encanto pelo comboio. Os famosos livros policiais, ocorridos em viagens de comboio, como o crime de Expresso Oriente.
Em jeito de conclusão, apenas diria que a minha viagem de sonho, seria efectivamente no Expresso Oriente ou no Transiberiano.
quinta-feira, 16 de abril de 2020
segunda-feira, 13 de abril de 2020
Ribeira de Lorvão
Uma caminhada na Ribeira de Lorvão.Já foi há algum tempo. Mas como agora, tenho algum tempo, vou tentar recordar.
Partindo da localidade de Lorvão, com o seu famoso Mosteiro localizado no fundo de um vale verdejante.Podemos visitar a Igreja, um templo barroco com o seu famoso orgão de 2 faces, que quando é tocado, «inunda» o interior da Igreja com o seu som forte e cristalino.Um mosteiro com origem no século VI. Um centro de produção de manuscritos iluminados. Mais tarde, passou a Mosteiro feminino da ordem de Cister.
Para dar energia a uma caminhada longa, tomei um café acompanhado de dois doces conventuais. Um pastel de Lorvão e uma nevada. E depois lá me pus ao caminho.
A ribeira de Lorvão, atravessa uma zona onde podemos encontrar árvores de pequeno porte, próprias de zonas húmidas, como acácias e salgueiros. Também passei por um moinho de água, ligado á extracção de água para fins agrícolas.Algumas quedas de água estão dispersas na vegetação.
O caminho é feito de por um pequeno trilho no meio da vegetação.É preciso ter cuidado onde se põe os pés. Um caminho fascinante. Durante o percurso sou acompanhado do som dos pássaros.
Fui ter à localidade de Chelo e depois aproveitei para visitar a Fonte Santa da irmã Zulmira que em tempos passados prvocou uma autêntica romaria, devido aos seus eventuais poderes de advinhação.
Um pequeno local de culto com muitas placas de caracter religioso e de agradecimento à irmã, colocadas debaixo de um pequeno telheiro. Um lugar calmo e aprazível, onde nos podemos sentar e descansar.
Mais tarde, acabei por participar numa caminhada solidária , onde percorri este percurso. Foi uma caminhada em grupo, com um objectivo solidário. Uma caminhada diferente, onde imperou o convivio e a descontracção.
Mas também tive a oportunidade de escutar e aprender o funcionamento e a actividade de um moinho de água. Actividades agrícolas e ancestrais num Portugal rural e profundo. Mais uma viagem.
Uma caminhada na Ribeira de Lorvão.Já foi há algum tempo. Mas como agora, tenho algum tempo, vou tentar recordar.
Partindo da localidade de Lorvão, com o seu famoso Mosteiro localizado no fundo de um vale verdejante.Podemos visitar a Igreja, um templo barroco com o seu famoso orgão de 2 faces, que quando é tocado, «inunda» o interior da Igreja com o seu som forte e cristalino.Um mosteiro com origem no século VI. Um centro de produção de manuscritos iluminados. Mais tarde, passou a Mosteiro feminino da ordem de Cister.
Para dar energia a uma caminhada longa, tomei um café acompanhado de dois doces conventuais. Um pastel de Lorvão e uma nevada. E depois lá me pus ao caminho.
A ribeira de Lorvão, atravessa uma zona onde podemos encontrar árvores de pequeno porte, próprias de zonas húmidas, como acácias e salgueiros. Também passei por um moinho de água, ligado á extracção de água para fins agrícolas.Algumas quedas de água estão dispersas na vegetação.
O caminho é feito de por um pequeno trilho no meio da vegetação.É preciso ter cuidado onde se põe os pés. Um caminho fascinante. Durante o percurso sou acompanhado do som dos pássaros.
Fui ter à localidade de Chelo e depois aproveitei para visitar a Fonte Santa da irmã Zulmira que em tempos passados prvocou uma autêntica romaria, devido aos seus eventuais poderes de advinhação.
Um pequeno local de culto com muitas placas de caracter religioso e de agradecimento à irmã, colocadas debaixo de um pequeno telheiro. Um lugar calmo e aprazível, onde nos podemos sentar e descansar.
Mais tarde, acabei por participar numa caminhada solidária , onde percorri este percurso. Foi uma caminhada em grupo, com um objectivo solidário. Uma caminhada diferente, onde imperou o convivio e a descontracção.
Mas também tive a oportunidade de escutar e aprender o funcionamento e a actividade de um moinho de água. Actividades agrícolas e ancestrais num Portugal rural e profundo. Mais uma viagem.
segunda-feira, 6 de abril de 2020
Passagem pelo Choupal
O Choupal é uma floresta situada à entrada de Coimbra. É um lugar mágico, com árvores de diferentes tipos e diferentes portes. Se caminharmos devagar e com alguma atenção, podemos ver esquilos e apreciar a.ves de rapina nos seus voos rasantes.
Hoje arrisquei e caminhei mais um pouco. Atendendo à epidemia actual que grassa no mundo, a mata do Choupal encontra-se interdita para evitar grandes concentrações de pessoas.
Então tive que caminhar pelo lado exterior da floresta mágica. Passei o Hipódromo e continuei. Tudo me fascina quando caminho. Os pensamentos giram num círculo vicioso mas consigo apreciar a paisagem exterior. Os campos cultivados, os canais de rega e as cegonhas com os seus ninhos nos postes de electricidade. O equilibrio perfeito entre a natureza e o homem. E fui caminhando.Até à estrada principal que liga Coimbra a Figueira da Foz. Cheguei à localidade de S. Silvestre.
Aí a paisagem mudou. Os carros e alguma poluição sonora e atmosférica. O cansaço também já me invadia o corpo de uma forma intensa. Mas um cansaço óptimo.
Num dos canais de rega, vi alguém com uma cana de pesca. Um grupo de jovens que passou num carro, fez-me sinal de forma ruidosa. Respondi com um aceno e lembrei-me logo do senhor do adeus.( um senhor de provecta idade em Lisboa, provavelmente solitário e que se colocava numa esquina de uma rua, dizendo adeus a todos os automobilistas que passavam).
Acelerei o passo. Passei a zona das estufas, a fábrica Gomase, o bairro dos ciganos e o Centro de Treinos da Académica. Uma caminhada de cerca de 3 horas. Penso que andei perto de 20 Km.Gostei da entrada final na cidade de Coimbra, pela zona da estação dos comboios.
Ao caminhar, consigo apreciar de forma diferente aquilo que passa despercebido a quem utiliza o automovel e ultrapassa os sítios de forma rápida.
Já em casa, um banho quente. Reflicto sobre este meu hábito de caminhar que é a minha verdadeira terapia de saúde mental. Apenas isso.
O Choupal é uma floresta situada à entrada de Coimbra. É um lugar mágico, com árvores de diferentes tipos e diferentes portes. Se caminharmos devagar e com alguma atenção, podemos ver esquilos e apreciar a.ves de rapina nos seus voos rasantes.
Hoje arrisquei e caminhei mais um pouco. Atendendo à epidemia actual que grassa no mundo, a mata do Choupal encontra-se interdita para evitar grandes concentrações de pessoas.
Então tive que caminhar pelo lado exterior da floresta mágica. Passei o Hipódromo e continuei. Tudo me fascina quando caminho. Os pensamentos giram num círculo vicioso mas consigo apreciar a paisagem exterior. Os campos cultivados, os canais de rega e as cegonhas com os seus ninhos nos postes de electricidade. O equilibrio perfeito entre a natureza e o homem. E fui caminhando.Até à estrada principal que liga Coimbra a Figueira da Foz. Cheguei à localidade de S. Silvestre.
Aí a paisagem mudou. Os carros e alguma poluição sonora e atmosférica. O cansaço também já me invadia o corpo de uma forma intensa. Mas um cansaço óptimo.
Num dos canais de rega, vi alguém com uma cana de pesca. Um grupo de jovens que passou num carro, fez-me sinal de forma ruidosa. Respondi com um aceno e lembrei-me logo do senhor do adeus.( um senhor de provecta idade em Lisboa, provavelmente solitário e que se colocava numa esquina de uma rua, dizendo adeus a todos os automobilistas que passavam).
Acelerei o passo. Passei a zona das estufas, a fábrica Gomase, o bairro dos ciganos e o Centro de Treinos da Académica. Uma caminhada de cerca de 3 horas. Penso que andei perto de 20 Km.Gostei da entrada final na cidade de Coimbra, pela zona da estação dos comboios.
Ao caminhar, consigo apreciar de forma diferente aquilo que passa despercebido a quem utiliza o automovel e ultrapassa os sítios de forma rápida.
Já em casa, um banho quente. Reflicto sobre este meu hábito de caminhar que é a minha verdadeira terapia de saúde mental. Apenas isso.
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