domingo, 17 de abril de 2011

InterRail-Paris-11.3

No terceiro dia de Paris, visitei o museu do Louvre. Foram mais de duas horas, percorrendo aquelas galerias. A célebre Mona Lisa estava rodeada por um cordão de segurança. O quadro tinha um tamanho bem pequeno mas ali estava ocupando um lugar de destaque e concentrando as atenções de todos os visitantes.Gostei da visita.Como aprecio essencialmente escultura, gostei especialmente de algumas esculturas expostas, tal com a a famosa Venus de Milo e a Esfinge.
 Por isso, depois de visitar o Louvre, aproveitei para visitar o museu d`Orsay ( antiga estação de comboios), onde havia uma colecção de esculturas de Rodin, nomeadamente o célebre « Pensador».
 Nessa noite fui descobrir o bairro de Montmartre com as suas ruas estreitas e pitorescas. Lembrei-me novamente de Jim Morrison que por ali residiu. Imagino-o a percorrer aquelas ruas com artistas que utilizam os mais diferentes materiais para reproduzirem obras inéditas ou simplesmente paisagens de Paris, ou retratos de turistas.No dia seguinte, acabaria por subir à torre da Igrja de Sacré-Coeur, donde podia vislumbrar, uma vista magnífica de Paris.
 No penúltimo dia visitei a igreja de Saint- Chapelle com os seus famosos vitrais, a Praça des Vosgues e o Centro George Pompidou, bastante conhecido pela sua arquitectura arrojada e por ser frequentado por bastantes jovens.Nos jardins em redor, pude observar alguns espectáculos de rua bastante interessantes.
À noite, dormi num hotel perto da estação de comboios. Visitei a zona de Montparnasse e percorri numa última despedida de Paris, alguns bares daquela zona da cidade.Queria divertir-me. Mas acabei por deixar-me embalar pela solidão e regressei ao quarto do hotel. A minha viagem era um encontro com a cultura e com o meu interior.Tentava também conhecer a arquitectura, escultura e pintura da velha Europa, ao vivo e de que tanto falei no meu curso de História de Arte, tirado na velha Universidade de Coimbra.
Na solidão do meu quarto de hotel, fiz um balanço desta viagem. Uma viagem diferente à descoberta da velha Europa, da sua cultura e das suas gentes.
No dia seguinte regressei a Portugal, no velho comboio Sud-Express.Uma viagem longa. Em Coimbra, estavam à minha espera os meus familiares. Uma viagem acabara neste mês de Agosto de 2009.Outras viagens iria começar. Nem que passasem de viagens à volta dos meus pensamentos.Em Coimbra. Ponto de partida e chegada de todas as minhas viagens.

InterRail Paris-11.2

No dia seguinte, levantei-me cedo para visitar o centro de Paris, na zona do Arco de Triunfo.Passei pela Igreja de Madeleine com a sua imponente arquitectura exterior, lembrando um templo clássico grego. Passei pelo Palais Royal, pelo Louvre, jardim da Tulherias, Praça da Concórdia e o seu obelisco e caminhei pelo Champs Eliseés até ao Arco Triunfo.
Atravessei o rio Sena pela ponte Alexandre III e visitei o Petit Palais, Grand Palais e Palácio dos Inválidos. Atravessei novamente o rio Sena em sentido contrário, pelo Palácio Bourbon e voltei ao Jardim das Tulherias. Fiquei ali um pouco, vendo os jovens casais namorando e os pais passeando as crianças, ou simplesmente alguns franceses e turistas aproveitando os raios de sol do príncipio da tarde.Passei novamente, em frente ao Louvre, Arco do Carrossel, Píramede de Vidro e fui caminhando.Parei junto à Praça da Bastilha, onde me sentei numa esplanada.
  Esta praça, que para muitos é considerada das zonas mais feias de Paris é uma zona com um significado especial.Têm um carácter popular, associado talvez à carga simbólica do derrube da antiga Prisão da Bastilha e início da revolução francesa.
  O carácter festivo e revolucionário dos parisienses encontra-se aqui. Daqui partem as habituais manifestações sindicais.Aqui também se realizam as festas populares que antecedem as comemorações do 14 de Julho.
  Continuei a minha caminhada e lá cheguei novamente ao ponto de partida de todas as minhas excursões em Paris.Notre-Dame.Deixei-me ficar por ali, contemplando as margens do rio Sena e onde se concentravam grupos de jovens, ouvindo música, conversando, comendo e bebendo e também namorando.
  Na Íle de s. Louis, perto da Íle de la Citê, encontram-se grupos de músicos de rua, de vários géneros musicais.Na ponte de acesso à Ile de S. Louis, também encontramos massagistas de rua.
  Voltei para a pousada. O ambiente estav um pouco mortiço. Não tinha ninguém com quem conversar. Saí novamente.Na zona de Pigalle, perto da pousada abundam bares nocturnos, night-clubes, ficando ali também o famoso Moulin-Rouge.
   A zona está transformada numa autêntica montra de convite aos prazeres sexuais. Não estava interessado mas fui abordado várias vezes, por porteiros insistentes.Depressa me cansei e voltei para a pousada. Tentei dormir mas não era fácil. Começava a sentir-me cansado de dormir em sítios com poucas condiçoes de alojamento. A própria utilização da casa de banho, cujo chão não era limpo habitualmente e que era utilizado por várias pessoas, envolvia um máximo cuidado.A torneira do chuveiro deixava correr, apenas um pequeno fiozinho de água. Nada de especial. Em boa verdade, já tinha encontrado pousadas piores nos dias anteriores de viagem. Era o cansaço.Por isso, decidi que a última viagem antes do regresso a Coimbra, seria passada num hotel.

InterRail-Paris-11.1

Quais foram os locais que visitei em primeiro lugar, neste meu primeiro dia em Paris.Osa famosos cemitérios de Paris. Os cemitérios de Paris são autênticos locais turísticos. Principalmente, os cemitérios de Montparnasse e de Pére-Lachaise.No primeiro estão sepultados artistas, cientistas e intelectuais famosos como Alexandre Dumas, Pasteur, Jean Paul Sartre e Simone Beauvoir.No cemitério de Pére-Lachaise, encontramos Vitor Hugo e Jum Morrison.
    A visita a este cemitério e principalmente à sepultura do célebre cantor dos Doors, constituia um velho desejo de juventude. Na entrada, recusei a planta do cemitério que o recepcionista me quis vender. Haveria de descobrir sózinho, ou com a ajuda de outros visitantes a sepultura de célebre cantor.
   Demorei algum tempo, pois o cemitério é enorme mas após uma ultima informação de um casal de argentinos, lá descobri a famosa sepultura. Um cordão de segurança à volta da sepultura e um funcionário do cemitério vigiavam os turistas que de forma ordeira tiravam fotografias à famosa campa.Já lá não estava, um pequeno busto em pedra que constava das fotografias alusivas ao cantor.Bem, pensei com este aparato de segurança, os mais fervorosos também não podem fumar um charro e beber umas cervejunhas, junto à campa do Jim.Era uma forma de homenagem que se tornara comum a uma pessoa que se tornou mais famosa pelos excessos que cometeu, do que pela música e poesia que produziu.E que se tornou num ícone da juventude e rebeldia.E que a sociedade moderna e consumista absorveu de forma eficaz.Voltaria a lembrar-me do Jim Morrison, uns dias mais tarde ao percorrer as ruas do bairro de Montmartre.
   Neste primeirodia, ainda arranjei tempo para visitar a catedral de Notre-Dame.Um ex-libris da cidade. Foi a partir dali que nasceu a cidade de Paris. A catedral e toda a zona envolvente, passaram nos dias seguintes a ser o ponto de partida, para as minhas descobertas da cidade.
   A catedral de Notre-Dame têm um carácter simbólico. É uma das mais antigas catedrais francesas, em estilo gótico.Ali foi coroado imperador de França, Napoleão Bonaparte e mais tarde foi beatificada a heroína francesa Joana d`Arc. Juntando a isso, o romantismo literário de Vitor Hugo, com a sua « Notre-Dame de Paris».
   Por momentos, olhando para a impressionante fachada e também para as gárgulas suspensas em redor do edifício, e fechando os olhos por momentos, conseguia imaginar a figura do Corcundade Notre Dame lá no alto, olhando e desafiando os habitantes de Paris.
  Permaneci naquela zona até ao cair da noite e tirei várias fotografias da catedral Notre -Dame, do rio Sena e de alguns monumentos, como o Hotel de Ville, Saint-Chapelle e ao longe a Torre Eiffel.

domingo, 10 de abril de 2011

InterRail-11- Viagem para Paris. Primeiros dias em Paris.

Como sá arranjei bilhete para Paris, no comboio que saía de Berlim ao fim da tarde, só iria chegar à capital francesa no outro dia de manhã. Assim, enviei um e-mail para a pousada, comunicando-lhes que só ali iria pernoitar nas últimas 4 noites.
Assim fiz a viagem de noite e cheguei a Paris de manhã bem cedo à gare de Austerlitz.Tomei um pequeno almoço francês tradicional (croissants e leite) e informei-me junto do empregado, qual a melhor forma de chegar à zona de Montmartre, onde se localizava a pousada.
           Ele explicou-me que a melhor forma seria indo de metro que era o transporte mais rápido e que percorria práticamente toda a cidade.
          Tinha toda a razão, como acabei por entender nos dias seguintes. Ao 2º e terceiro dia, percorria a cidade de Paris de forma fácil e eficiente. Apenas um reparo ao metro. As estações e os respectivos acessos eram locais escuros e assustadores. Comparado com o metro de Lisboa, o metro parisiense ficava em desvantagem.As estações, carruagens e respectivos acessos, fizeram-me lembrar as estações do metro de Lisboa, dos anos 70 e 80. Mas provávelmente é uma questão de opções. As autoridades parisienses terão apostado no desenvolvimento de outros serviços, ao contrário das autoridades lisboetas. E com custos e desvios orçamentais exagerados. Não nos podemos esquecer dos problemas da estação de metro do Terreiro do Paço.
            Quando cheguei à zona do Pigalli, sobranceira à colina de Montmartre e onde ficava a pousada, senti-me por alguns instantes, chegado a uma feira internacional. Africanos, indianos e chineses, tranformavam aquela zona num auténtico comércio de rua sem fronteiras. E claro que havia turistas percorrendo as ruas, onde o comércio de produtos baratos dominava.Desde o comerciante marroquino de tapetes, à vendedora  de incenso indiana, até ao comerciante africano de artesanato, de tudo ali se encontrava.
            Na pousada, fui atendido por uma simpática francesa que declarou ter recebido o meu e-mail. Fiz o pagamento de todas as noites que tinha feito reserva, tendo em seguida levado as bagagens para o meu quarto.Mais uma autênticsa desilusão.O quarto ficava junto a um pátio interior e a limpeza do mesmo não era muito satisfatória. Felizmente, deram-me lençóis lavados.Naquele quarto com oito beliches, conheci 4 vietnamitas muito simpáticos e que falavam essencialmente francês e um jovem americano bastante simpático. Uma outra menina americana que viajava sózinha e que apareceu posteriormente e com quem apenas troquei algumas palavras circunstanciais mas que também parecia horrorizada com o quarto. Por ali também estava um inglês semi-arrogante e com o qual não tive grandes conversas, pois a empatia entre os dois foi nula desde o início.
           Teve o azar de o meu beliche ficar por cima do dele. Não deve ter gostado mas como se diz na minha terra «temos pena...». Enfim, problemas existenciais de alguns destes súbditos do reino de Sua Majestade.
          Aproveitei logo neste primeiro dia para ir dar uma volta. Tirei mais fotografias à linda igreja do Sacré-Coeur que é um monumento único e sublime, situado numa zona linda e romântica da cidade de Paris.Uma espécie de bairro típico, onde se encontram artistas, intelectuais, comerciantes de antiguidades e outras pessoas que provávelmente encontram ali um pequeno refúgio.Uma zona de Paris, que só descobri uns dias depois. Depois conto.
         

        

NVOLVENTE


                                                                       Estacão de Berlim-Hauptbannoff


                                                                                   Memorial Church


                                                                   Representação da Zona Check Point

                                                               
                                                                 Junto à Cúpula de Vidro do Reichstag


                                                                        Zona Envolvente ao Reichstag


                                                                        Junto ao antigo Muro de Berlim

                                                                         Fachada do Museu da Aeronaútica
                                                   
                                                                Trecho do Rio, junto à Pousada

sábado, 2 de abril de 2011

InterRail- Berlim 10.1

No dia seguinte em Berlim, procurei aproveitar para visitar a cidade num autocarro turístico.Parti da estação de Berlim ( Hauptbannoff) que me deixara encantado, tendo a primeira paragem na conhecida Memorial Church que foi práticamente destruída nos bombardeamentos da 2ª Guerra Mundial. Após a guerra, foi construída uma nova igreja, um edifício alto e moderno, tipo torre, mas a população não deixou que a velha igrek«ja fosse destruída. Assim, no centro da cidade deparamos com aquele contraste, entre uma igreja do século XIX e uma igreja moderna.(o mesmo aconteceu em Munick, onde tirei fotografias).
     Nessa avenida, também fica localizada uma escultura conhecida internacionalmente com uns tubos metálicos entrelaçados e que é uma homenagem ao progresso industrial.Passei pela catedral de Berlim, Porta de Brandenburg, edifício da Bahaus e acabei por parar na zona de check-point, correspondente à divisão da cidade após a 2ª Guerra Mundial, em zonas de diferentes aliados. Há todo um ritual turístico naquela zona, em que os bares e lojas vendem postais alusivos a esses momentos históricos. Tmbém pude tirar fotografias, junto de um senhor com um uniforme de soldado americano e com a respectiva bandeira, simbolizando a entrada na zona americana.Todo um conjunto de adereços envolvem a zona. Sacos de areia marcando a zona de divisão e trincheira e a pequena casa em madeira, onde ficavam os soldados que vigiavam as entradas e saídas.
     Em redor, podemos encontrar  outros pontos de atracção histórico/ política como a exposição de velhos automóveis Trabant, da antiga Alemanha do Leste e bem ali perto, algumas zonas onde persistem partes do velho muro de Berlim, sinónimo da divisão da cidade e que felizmente terminou em 1989.Não resisti e acabei por comprar um postal ilustrado com um plástico envolvendo uma lasca em pedra do extinto e malfadado muro. Passei por outras zonas da cidade e fiquei agradávelmente surpreendido com a beleza da cidade, atravessada por pequenas ponntes em determinados trechos do rio.Os barcos atravessando o rio e as pessoas aproveitando o sol nas margens, foram outras imagens que me ficaram da cidade.
      Na última noite em Berlim, passei uma fome de cão.Porque estava tudo fechadoe no bar da pousada não havia nada para comer. Acabei por comer umas tostas que encontrei no fundo da mochila. No dia seguinte iria para Paris mas só tinha comboio ao fim do dia. Passeei novamente pela cidade. Visitei o Reichstag com a nova estrutura em vidro, podendo no topo apreciar uma vista deslumbrante sobre a cidade.
      Nessa visita, acabei por conhecer uma menina brasileira de ascendência japonesa, com quem acabei por passar o resto do dia, até à minha partida para Paris.Passeámos pelos jardins na zona da cidade dos Museus, percorremos uma feira de gastronoma e acabámos por percorrer a pé através de belas avenidas rodeadas de vegetação o caminho até à estação. Foi um dia bastante agradável. Conversámos bastante e da parte dela houve uma enorme satisfação, pois já não falava em português há bastante tempo. Estava a trabalhar como «au pair» na Dinamarca e aproveitou uns dias de férias dos patrões para também poder viajar.Ainda a convidei para vir até Paris comigo mas confessou que tinha que regressar ao trabalho. Deixei-lhe o meu contacto telefónico, para quando ela viesse a Portugal poder ter local para eentual estadia.

InterRail 10-Viagem para Berlim

A viagem para Berlim foi relativamente rápida. Cheguei à capital alemã, ao fim da tarde.A estação de caminhos de ferro de Berlim é um edifício extraordinário. Inserido num tipo de arquitectura funcional, a grandiosa estrutura em vidro e metal, vista do exterior , parecia que absorvia os comboios que entravam na estação.
     Desta vez, não me enganei no transporte que deveria tomar para chegar à pousada.As paragens dos autocarros ficavam no lado exterior da estação de comboios. Pelo caminho, pude apreciar a beleza de umacidade equilibrada e harmoniosa com avenidas largas.Desci na paragem de autocarro correcta. Para chegar à pousada andei ali um pouco perdido. Tinha que andar com a cabeça levantada, pois a indicação das ruas estava colocada em placas metálicas, como nas cidades americanas.Enganei-me um vez, porque não tomei sentido à orientação das placas metálicas mas posteriormente lá dei com o local.
      A pousada era um belo edifício de meados do século XX e ficava perto do pequeno rio que atravessava a cidade e onde circulavam diáriamente bastantes barcos.Nessa primeira noite e como estava esfomeado acabei por jantar num restaurante grego.À noite fiquei ali pela pousada que era bastante agradável.Tal como a pousada de Roma, tinha ar condicionado nos quartos.
      Estive pela zona do bar e ainda conversei com um empregado alemão, no meu mau inglês e sobre futebol, nomeadamente clubes portugueses e alemães.Eu falei-lhe de Coimbra, da Académica e do Sporting. Ele falou-me da sua visita a Portugal durante o Euro 2004. Esteve no Porto. Disse ter gostado muito da comida e das pessoas. Também disse que era adepto do Bayern Munick que é o grande clube da Alemanha, atendendo a que os clubes de Berlim não são muito fortes.No quarto colectivo que me foi destinado, bastante confortável e com r condicionado, ainda acabei por tavar conhecimento com algumas pessoas, nomeadamente um rapaz australiano e uma menina espanhola que viajava sózinha.Deitei-me cedo, porque no dia seguinte iria começar a «explorar» a capital alemã.