domingo, 23 de setembro de 2018

A Festa do avante

A festa do avante. Uma festa portuguesa, onde o espirito de comunhão, solidariedade, alegria e de expressão dos costumes e tradições portuguesas se encontram presentes.
   A estrutura de uma Festa que assenta na realidade de um pequeno pais chamado Portugal.
Ali encontramos, os diversos pavilhões regionais com a sua cultura, tradições e essencialmente a sua gastronomia.
  Podemos facilmente fazer numa manha, uma viagem, ao pais chamado Portugal. Podemos nos deliciar com as migas alentejanas, indo depois aos ovos moles de Aveiro, a chanfana de Miranda do Corvo. Podemos apreciar o cante alentejano, as modinhas da Beira, o fandango alentejano e os Pauliteiros de Miranda do Corvo. A essência de um povo.
Um pais inteiro ali representado. Uma viagem, um apelo aos sentidos, sem preconceitos e sem pudores ideológicos. A Festa.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Vou falar de justiça. Vivemos num pais em que a justiça em termos teóricos e igual para todos.Mas em termos práticos, isso acaba por ser algo afastado da realidade pratica dos Tribunais.Senão vejamos. Um pobre, ou um desprotegido sem posses financeiras, não consegue relativamente as suas condena coes, fazer uma oposição cerrada, ao contrario dos ricos e poderosos que conseguem levar um Processo ao limite dos recursos reais mas também especulativos , utilizando todos os articulados permitidos pela lei portuguesa.
  Alguns processos envolvendo pessoas conhecidas e poderosas são o exemplo pratico daquilo que acabo de referir. Penso também que esta questão, tem muito a ver com a consciência e a sensibilidade do povo português.As questões referentes a crimes de sangue, furto e roubo com violência, bem como as questões da pedofilia e violação sao associadas a  tipo de crimes que devem ser bem punidos pela Justiça.
  Em relação a corrupção, branqueamento de capitais, mais conhecidos como crimes de colarinho branco, o comum dos portugueses alheia-se um pouco desses problemas. E por vezes,  chega a compreender certos actos de corrupção, praticados por governantes e políticos. Alguns portugueses, ate salientam que  se estivessem no lugar desses políticos, provavelmente fariam o mesmo.
Talvez esteja aqui a questão fundamental . A forma de olhar para as questões da justiça pelo povo português. E os políticos, legisladores e advogados reflectem esse pensamento comum na legislação. Uma legislação permissiva que serve os interesses dos ricos e poderosos.
Ao contrario das legisla coes de países com cultura  politica e social em que o dinheiro do Estado e do contribuinte, assumem um carácter importante na sociedade.E onde as condena coes por corrupção  são extremamente severas.
Um amigo meu dizia que aguardava com grande vontade, o dia em que em Portugal, os corruptos fossem levados a Justiça da forma correcta. Como criminosos. Algemados e empurrados pela policias e guardas prisionais para dentro dos Tribunais e dos carros celulares. Como um outro criminoso qualquer.
Talvez aí, o povo compreendesse a gravidade da corrupção. Um crime bastante grave, que afeta o bem publico actual e das futuras gera coes.Um longo caminho nos espera.





segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

O Estranho caso de Benjamim Button

Este filme, excelentemente protagonizado por Brad Pitt, é baseado num livro com o mesmo nome do escritor americano Scott Fitgerald. Um velho conceito do imaginário colectivo. O regresso ao útero materno, ou morrer jovem.Alguém que nasce idoso e que regride na sua evolução, acabando a sua vida como bébé pequenino.
  Mas acima de tudo, é uma história sobre o amor. O amor verdadeiro que não olha a interesses, nem à beleza passageira.A mãe adoptiva de Benjamim Button aceita aquele «bébé idoso» e «feinho» e dedica-lhe toda a sua atenção, enquanto desenvolve o seu trabalho num lar de idosos.
 É também uma história sobre o século XX. O olhar de um escritor americano, Scott Fitgerald para um século XX em mudança.A história começa no inicio do século XX quando um fabricante de relógios desgostoso com a morte do seu filho soldado, na 1ª Guerra Mundial e a quem foi encomendado a construção de um relógio na torre de uma igreja. O relógio instalado, no dia da inauguração, começa a movimentar os ponteiros no sentido contrario ao habitual. Nesse mesmo dia, nasceu Benjamim Button. A perfeita analogia do sr. Gatteau que pretendia fazer recuar o tempo, para voltar a ter o seu filho desaparecido.Benjamim cresce no lar de idosos mas depois começa a trabalhar num barco, percorrendo vários pontos do mundo. No entanto regressa sempre ao lar de idosos, onde começou a sua vida. Tem uma história de amor, com uma menina de crescimento normal e que mais tarde se torna uma bailarina famosa.acaba por ser pai de uma menina mas afasta-se porque o seu crescimento ao contrario nunca lhe permitiria ser um pai normal.Acaba por morrer, mais tarde, nos braços da sua amada como um bébé recém nascido mas com problemas físicos comuns aos idosos.
Uma história de ficção, fantástica mas que envolve o leitor e o espectador de uma forma sublime.
No meu caso, permitiu-me regressar por algum tempo ao mundo fantástico da infância
 e dos sonhos.

domingo, 7 de janeiro de 2018


A Guerra. Todas a guerras

Escrever. A última fronteira.estou a ver neste momento, um filme americano sobre o Vietname ( antigo), Com actores conhecidos como Villiam Foe, Charlie Sheen, Jonnhy Deep, Tom Berenger. A violência e a perda do sentido de humanismo na guerra.A violência pela violência. Os americanos a expiarem os seus "pecados ". No cinema.
  Em Portugal, também tivemos uma guerra.A guerra do Ultramar, ou a guerra de África. Nos antigos territórios das colónias portuguesas: angola, Moçambique e Guiné. Os traumas de guerra de quem passou por lá.Aquilo que muitos procuraram descrever e escrever.
  Eu recordo a minha infância. Os programas de televisão, em período natalício. A mensagem dos militares, no Ultramar Português.Em Angola, moçambique e Guiné. " Nós por cá todos bem". cumprimentos à família, ao pai, à mãe, à namorada, ao cão e ao gato.Apenas isso.O que seria permitido pelo regime salazarista ( posteriormente marcelista). A propaganda das imagens.Uma tranquilidade e até alguma felicidade. Os militares portugueses estavam lá para engrandecer a nação.Contra os terroristas. Assim se designavam os outros. Aqueles que lutavam pela independência da  sua própria terra.
  Relembro ainda a voz de Adriano Correia de Oliveira. A canção do soldadinho que só após o 25 de Abril de 1974, pude escutar.O refrão falava de um soldadinho que nunca voltava.Mas que afinal, acabaria por voltar. Numa caixa de madeira. A sina do soldado português na guerra do Ultramar. A brutalidade da guerra. De todas as guerras.Para onde deveriam ser enviados todos os fabricantes e comerciantes de armas. Para conhecerem de perto, a morte e a violência.
  A morte e o horror, como diria Marlon Brando, na cena final de Apocalipse Now.