segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
InterRail-7.1.1-Fotos de Roma
Coliseu de Roma à noite
Junto à Basílica de S. Pedro
Capela Sistina
Monumento a Vitor Emanuel
Forum Constantino
InterRail-7.1- Andando na cidade Eterna
Nas minha primeira viagem de autocarro por Roma, o local onde faria a primeira visita seria junto ao monumento a Vitor Emanuel, o primeiro rei de Itália e responsável pela unificação do país.
Monumento grandioso mas polémico, pois a sua construção implicou a destruição de uma vasta área do Capitólio, uma das colinas históricas de Roma. Passámos pelo Castelo de Sant`Angelo e chegámos ao Vaticano.A Praça de S. Pedro têm um obelisco central que segundo o conceito tradicional representa o elo entre a antiguidade e a cristandade, dizendo-se que as cinzas de César descansam na sua base e a cruz de Cristo no seu topo.O jogo das colunas em volta da praça idealizado pelo arquitecto Bernini, transmitem uma sensação de movimento e parecem querer simbolizar um abraço da Igreja aos visitantes e peregrinos.
Logo à entrada da catedral a Pietá de Miguel Ângelo, obra escultórica que consegue transmitir de modo impressionante o sofrimento e a dor da mãe de Jesus através de uma forma idealizada e com um rosto sereno. Também pude apreciar a grandiosidade da Igreja de S. Pedro com a sua enorme cúpula vista do seu lado interior.
Iniciei a visita ao museu Vaticano com as suas imensas galerias e jardins, onde pude apreciar inúmeras obras de escultura, pintura e outras de todas as épocas históricas, terminando tal itinerário que durou cerca de 2 horas na famosa Capela Sistina.Para muitos críticos de arte, a Capela Sistina representa o apogeu da criação artística do homem. Com frescos de muitos artistas da Renascença decorando as suas paredes, é para o tecto da famosa capela que os olhares das pessoas convergem quando entram na Capela. A criação do mundo com os projectos e os episódios do livro do Genesis, segundo Miguel Ângelo.
Meio tonto, com tamanho banho de cultura saí do museu e continuei a minha viagem num dos autocarros do circuito. Passei junto à Villa Borghese, Castelo de Sant`Angelo ( onde costumam ficar alojados os convidados do Vaticano) e novamente em frente ao monumento de Vitor Emanuel que acabei por visitar.
Depois acabei por visitar a zona dos Foruns Romanos, tendo visitado em pormenor o Forum Trajano, o último dos Fóruns Imperiais da Roma Antiga, construído pelo Imperador Trajano.
Após visitar o Forum, percorri a pé o percurso que já conhecia de autocarro passando junto ao rio Tibre e atravessei o rio para o outro lado, onde acabei por almoçar num restaurante bastante simpático.Após o almoço, segui o meu percurso passando em frente às Termas de Caracala, novamente pelo Coliseu que aproveitei para visitar. Tudo isto debaixo de um calor intenso. Quando cheguei à pousada estava exausto. Tinha estado três dias em Roma mas não tinha visitado grande parte dos monumentos. Mas penso que visitei o essencial.
Monumento grandioso mas polémico, pois a sua construção implicou a destruição de uma vasta área do Capitólio, uma das colinas históricas de Roma. Passámos pelo Castelo de Sant`Angelo e chegámos ao Vaticano.A Praça de S. Pedro têm um obelisco central que segundo o conceito tradicional representa o elo entre a antiguidade e a cristandade, dizendo-se que as cinzas de César descansam na sua base e a cruz de Cristo no seu topo.O jogo das colunas em volta da praça idealizado pelo arquitecto Bernini, transmitem uma sensação de movimento e parecem querer simbolizar um abraço da Igreja aos visitantes e peregrinos.
Logo à entrada da catedral a Pietá de Miguel Ângelo, obra escultórica que consegue transmitir de modo impressionante o sofrimento e a dor da mãe de Jesus através de uma forma idealizada e com um rosto sereno. Também pude apreciar a grandiosidade da Igreja de S. Pedro com a sua enorme cúpula vista do seu lado interior.
Iniciei a visita ao museu Vaticano com as suas imensas galerias e jardins, onde pude apreciar inúmeras obras de escultura, pintura e outras de todas as épocas históricas, terminando tal itinerário que durou cerca de 2 horas na famosa Capela Sistina.Para muitos críticos de arte, a Capela Sistina representa o apogeu da criação artística do homem. Com frescos de muitos artistas da Renascença decorando as suas paredes, é para o tecto da famosa capela que os olhares das pessoas convergem quando entram na Capela. A criação do mundo com os projectos e os episódios do livro do Genesis, segundo Miguel Ângelo.
Meio tonto, com tamanho banho de cultura saí do museu e continuei a minha viagem num dos autocarros do circuito. Passei junto à Villa Borghese, Castelo de Sant`Angelo ( onde costumam ficar alojados os convidados do Vaticano) e novamente em frente ao monumento de Vitor Emanuel que acabei por visitar.
Depois acabei por visitar a zona dos Foruns Romanos, tendo visitado em pormenor o Forum Trajano, o último dos Fóruns Imperiais da Roma Antiga, construído pelo Imperador Trajano.
Após visitar o Forum, percorri a pé o percurso que já conhecia de autocarro passando junto ao rio Tibre e atravessei o rio para o outro lado, onde acabei por almoçar num restaurante bastante simpático.Após o almoço, segui o meu percurso passando em frente às Termas de Caracala, novamente pelo Coliseu que aproveitei para visitar. Tudo isto debaixo de um calor intenso. Quando cheguei à pousada estava exausto. Tinha estado três dias em Roma mas não tinha visitado grande parte dos monumentos. Mas penso que visitei o essencial.
InterRail-7-Viagem para Roma
No dia 16 de Agosto, parti para Roma.Em Roma, acabei por ser envolvido por várias sensações. Acabei por admirar sem surpresa, todo o património artístico que pude visitar. Estava na famosa Cidade Eterna, com uma enorme riqueza cultural e artística.Um berço da nossa civilização.
Mas também acabei por ficar chocado com a quantidade de pessoas que encontrei na rua, completamente entregues a si próprias.Lembro-me de uma idosa, perto da pousada onde me encontrava. Quando a avistei fiquei chocado, talvez pelo ar desamparado da senhora que parecia procurar um local para se abrigar. Não fiz nada, tendo-me limitado a olhá-la de relance. Continuei o meu caminho e passei essa noite a sonhar com a idosa. Na noite seguinte, tentei encontrá-la, para lhe deixar algum dinheiro mas não consegui esse meu objectivo.
A pousada ficava perto da estação. Por isso foi fácil encontrá-la. Com o calor intenso que se fazia sentir naqueles dias de Agosto, foi muito agradável encontrar uma pousada que tinha ar condicionado nos quartos. Porque foi em Roma que apanhei os maiores dias de calor daquele Verão.
Após deixar a minha bagagem na pousada fui dar uma pequena volta pelas imediações. Ainda visitei a entrada das Termas de Diocleciano, onde fica actualmente o museu Nacional Romano e a Igreja Santa Maria Maggiore com um enorme obelisco colocado na praça central.
Neste primeiro contacto com Roma, pude observar outra grande curiosidade sobre esta cidade. A atracção que as fontes exercem sobre os turistas. e ainda a tendência que os turistas têm de se descalçarem e molharem os pés nas fontes.A força do cinema com as cenas do famoso filme de Fellini "La Dolce Vita" e o banho dos protagonistas junto à Fontana di Trevi, levam as pessoas a querererem também ser protagonistas de algo. E a fixarem um momento. Por isso, também experimentei molhar os pés na Fontana Neptuno, na Piazza Novana.
Como grande caminhante que sou, nessa noite andei bastante e acabei por ir ter até à zona do Coliseu, onde acabei por jantar uma típica comida italiana.E fui atendido por um empregado italiano, completamente excêntrico que cantava ópera enquanto servia os clientes.
Na pousada acabei por conhecer uns turistas americanos e tal como outros que encontrei, falavam muito em como a vida na Europa estava extremamente cara. Naquele ano de 2009, o euro estava numa cotação favorável em relação ao dólar. Por falar em turistas, os ingleses estavam em todo o lado. Exuberantes e ruidosos, inundavam as esplanadas, cafés e restaurantes de Roma e não pareciam muito contidos em despesas.Por isso também deveriam ser os turistas mais desejados em Itália e noutros países.
Em Roma acabei por ficar três noites. Já tinha planeado assim. A cidade é bastante grande e com muitos pontos de interesse para visitar.Por isso, optei por visitá-la num autocarro turístico como já tinha feito em Madrid.Circulavam na cidade dois autocarros turísticos distintos.Um deles percorria os locais da Roma Imperial ( autocarro vermelho) e o outro percorria os locais da Roma Cristã (autocarro amarelo).Mas acabaria por andar também a pé debaixo de um calor tórrido.
Na primeira noite passei junto ao Coliseu e tirei as primeiras fotografias de Roma. É um símbolo da Roma Imperial e um edifício grandioso que consegue ser mais fascinante visto do lado exterior como poderia constatar em visita posterior.O que me divertiu imenso foi verum grupo de homens italiannos que se concentram habitualmente à porta do Coliseu com t-shirts alusivas aos gladiadores e entoando cantos guerreiros. Provávelmente serão mesmo os descendentes de Hércules, pensei eu, de forma irónica.
Perto do Coliseu, fica o Arco de Constantino que é um dos arcos triunfais mais bem conservados da Roma Imperial. Também é um arco simbólico porque comemora uma vitória sobre um outro co-imperador e segundo a tradição, o imperador teria tido uma visão em que poderoia vencer sob o signo cristão da cruz. Como tal aconteceu a religião oficial romana passou a ser o cristianismo.
Mas também acabei por ficar chocado com a quantidade de pessoas que encontrei na rua, completamente entregues a si próprias.Lembro-me de uma idosa, perto da pousada onde me encontrava. Quando a avistei fiquei chocado, talvez pelo ar desamparado da senhora que parecia procurar um local para se abrigar. Não fiz nada, tendo-me limitado a olhá-la de relance. Continuei o meu caminho e passei essa noite a sonhar com a idosa. Na noite seguinte, tentei encontrá-la, para lhe deixar algum dinheiro mas não consegui esse meu objectivo.
A pousada ficava perto da estação. Por isso foi fácil encontrá-la. Com o calor intenso que se fazia sentir naqueles dias de Agosto, foi muito agradável encontrar uma pousada que tinha ar condicionado nos quartos. Porque foi em Roma que apanhei os maiores dias de calor daquele Verão.
Após deixar a minha bagagem na pousada fui dar uma pequena volta pelas imediações. Ainda visitei a entrada das Termas de Diocleciano, onde fica actualmente o museu Nacional Romano e a Igreja Santa Maria Maggiore com um enorme obelisco colocado na praça central.
Neste primeiro contacto com Roma, pude observar outra grande curiosidade sobre esta cidade. A atracção que as fontes exercem sobre os turistas. e ainda a tendência que os turistas têm de se descalçarem e molharem os pés nas fontes.A força do cinema com as cenas do famoso filme de Fellini "La Dolce Vita" e o banho dos protagonistas junto à Fontana di Trevi, levam as pessoas a querererem também ser protagonistas de algo. E a fixarem um momento. Por isso, também experimentei molhar os pés na Fontana Neptuno, na Piazza Novana.
Como grande caminhante que sou, nessa noite andei bastante e acabei por ir ter até à zona do Coliseu, onde acabei por jantar uma típica comida italiana.E fui atendido por um empregado italiano, completamente excêntrico que cantava ópera enquanto servia os clientes.
Na pousada acabei por conhecer uns turistas americanos e tal como outros que encontrei, falavam muito em como a vida na Europa estava extremamente cara. Naquele ano de 2009, o euro estava numa cotação favorável em relação ao dólar. Por falar em turistas, os ingleses estavam em todo o lado. Exuberantes e ruidosos, inundavam as esplanadas, cafés e restaurantes de Roma e não pareciam muito contidos em despesas.Por isso também deveriam ser os turistas mais desejados em Itália e noutros países.
Em Roma acabei por ficar três noites. Já tinha planeado assim. A cidade é bastante grande e com muitos pontos de interesse para visitar.Por isso, optei por visitá-la num autocarro turístico como já tinha feito em Madrid.Circulavam na cidade dois autocarros turísticos distintos.Um deles percorria os locais da Roma Imperial ( autocarro vermelho) e o outro percorria os locais da Roma Cristã (autocarro amarelo).Mas acabaria por andar também a pé debaixo de um calor tórrido.
Na primeira noite passei junto ao Coliseu e tirei as primeiras fotografias de Roma. É um símbolo da Roma Imperial e um edifício grandioso que consegue ser mais fascinante visto do lado exterior como poderia constatar em visita posterior.O que me divertiu imenso foi verum grupo de homens italiannos que se concentram habitualmente à porta do Coliseu com t-shirts alusivas aos gladiadores e entoando cantos guerreiros. Provávelmente serão mesmo os descendentes de Hércules, pensei eu, de forma irónica.
Perto do Coliseu, fica o Arco de Constantino que é um dos arcos triunfais mais bem conservados da Roma Imperial. Também é um arco simbólico porque comemora uma vitória sobre um outro co-imperador e segundo a tradição, o imperador teria tido uma visão em que poderoia vencer sob o signo cristão da cruz. Como tal aconteceu a religião oficial romana passou a ser o cristianismo.
InterRail-6.1.1- Imagens de Florença
Doumo de Florença-Vista nocturna
Palazzo di Signorina
Duomo e Campanário
No cimo do campanário do Duomo
Réplica de David na Piazza Signorina
Junto ao Rio Arno. Ponte Vecchio ao fundo
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
InterRail-6.1 visita a Florença
No dia seguinte, 15 de Agosto, aproveitei para visitar o Duomo que é uma catedral em estilo gótico-renascentista com uma monumental fachada e uma cúpula de Brunnelleschi de uma enorme grandiosidade e que domina o panorama exterior da cidade.Consegui tirar uma fotografia do Duomo a partir do campanário e com a cidade de Florença, em fundo.
Essa fotografia e outra tirada à noite do Duomo em grande plano, acabaram por ser das fotografias mais conseguidas nestas minhas férias europeias.Também visitei as Galerias de Arte dos Uffizi, a Galeria da Academia, onde pude ver obras de Boticelli e outros e onde se encontra o verdadeiro David de Miguel Ângelo. Lá pude ver alguns japoneses a tentarem tirar fotografias e ainda tentei fazer o mesmo sem sucesso.
As noites de Florença foram quentes e agradáveis. Pude apreciar alguns espéctáculos musicais de artistas de rua na zona da Piazza di Signorina. Percorri com gosto aquelas ruas, praças e casas. Senti-me dentro de um museu vivo. Em cada esquina podia ser surpreendido com um pormenor de uma casa ou de um palácio. Fechando os olhos quase conseguia imaginar-me no tempo das construçoes daquelas obras de arquitectura.
Essa fotografia e outra tirada à noite do Duomo em grande plano, acabaram por ser das fotografias mais conseguidas nestas minhas férias europeias.Também visitei as Galerias de Arte dos Uffizi, a Galeria da Academia, onde pude ver obras de Boticelli e outros e onde se encontra o verdadeiro David de Miguel Ângelo. Lá pude ver alguns japoneses a tentarem tirar fotografias e ainda tentei fazer o mesmo sem sucesso.
As noites de Florença foram quentes e agradáveis. Pude apreciar alguns espéctáculos musicais de artistas de rua na zona da Piazza di Signorina. Percorri com gosto aquelas ruas, praças e casas. Senti-me dentro de um museu vivo. Em cada esquina podia ser surpreendido com um pormenor de uma casa ou de um palácio. Fechando os olhos quase conseguia imaginar-me no tempo das construçoes daquelas obras de arquitectura.
InterRail-6- Viagem para Florença
No dia 14 de Agosto parti no comboio para Florença.Fiz escala em Milão.A estação ferroviária de Milão é um autèntico centro comercial à superfície.Não saí para o exterior, apesar de ainda faltar algum tempo para a partida de comboio.E ainda bem que o fiz.Quando cheguei à plataforma e ainda antes do horário previsto para a saída do comboio, cerca das 10 horas, as portas automáticas do comboio já se encontravam fechadas.
Claro que começei logo a barafustar com o empregado ferroviário ali presente, impecávelmente vestido e que entendeu o que lhe disse, mas declarando não estar ao seu alcance a resolução do problema.À minha insistência juntou-se a de outros passageiros e pouco depois em contacto com o maquinista, foram desbloqueadas as portas de entrada para as carruagens.E lá segui para Florença, a cidade da arte e da cultura. O berço do Renascimento.
Cheguei à cidade a meio da tarde.Acho que durante estes dois dias, apanhei o primeiro " banho de cultura" que me iria acompanhar durante o meu percurso por Itália.Logo à saída da estação pude vislumbrar a magnífica Basílica de Santa Croce, da Ordem dos Franciscanos que segundo a lenda terásido fundada pelo próprio S. Francisco de Xavier no século XIII. A imponente fachada em mármore branco, impressiona pela sua grandeza, os turistas que por ali passam.
Mas deixaria a visita à Igreja para mais tarde. Necessitava de chegar à pousada para tomar um banho e descansar um pouco. Depois poderia tomar as minhas primeiras impressões da cidade dos Medici.A pousada onde me instalei ficava perto do rio Arno e da famosa ponte Vecchio.
Era uma pousada familiar dirigida por dois jovens italianos bastante simpáticos. Por acaso foi a única, onde me exigiram o pagamento em dinheiro. Fiquei num quarto interior, numa cama normal de solteiro. No centro do quarto, uma cama de casal que viria a ser ocupada por um casal que apenas conheci de relance, após uma noite de sono intenso.Ali conheci outro rapaz argentino que também andava a viajar pela Europa.Disse-me que a sua profissão era a de jornalista e aproveitava as suas viagens para escrever. Cheguei a trocar contacto de telemóvel com ele mas acabei por perder tal contacto.
A cidade de Florença é práticamente um museu vivo.É uma cidade com igrejas, museus, palácios, galerias de arte, em cada esquina que percorremos na cidade.Nessa primeira noite fui até à Piazza di Signorina que é o centro cultural e nocturno da cidade.O Palácio della Signorina(Palácio Vecchio) com a sua alta torre com ameias domina um dos topos da praça. Aí também se encontram algumas réplicas de estátuas famosas como a de David, de Miguel Ângelo.
No centro da praça, a Fonte de Neptuno e a estátua de um dos membros da família Medici( Cosmo Medici). Esta cidade não pode ser separada desta família de banqueiros, mecenas de artistas famosos e que se tornaram soberanos não-oficiais da cidade toscana.
Nesa primeira noite, antes de me ir deitar ainda passei pela Ponte Vechio com as suas lojas colocadas ao longo de todo o tabuleiro. Atravessei a ponte e percorri as ruas da outra margem da cidade.A estrutura medieval da ponnte, combinada com a beleza do seu enquadramento com o rio Arno, tornam-na um local extremamente bonito e romântico. Principalmente ao pôr do sol.
Claro que começei logo a barafustar com o empregado ferroviário ali presente, impecávelmente vestido e que entendeu o que lhe disse, mas declarando não estar ao seu alcance a resolução do problema.À minha insistência juntou-se a de outros passageiros e pouco depois em contacto com o maquinista, foram desbloqueadas as portas de entrada para as carruagens.E lá segui para Florença, a cidade da arte e da cultura. O berço do Renascimento.
Cheguei à cidade a meio da tarde.Acho que durante estes dois dias, apanhei o primeiro " banho de cultura" que me iria acompanhar durante o meu percurso por Itália.Logo à saída da estação pude vislumbrar a magnífica Basílica de Santa Croce, da Ordem dos Franciscanos que segundo a lenda terásido fundada pelo próprio S. Francisco de Xavier no século XIII. A imponente fachada em mármore branco, impressiona pela sua grandeza, os turistas que por ali passam.
Mas deixaria a visita à Igreja para mais tarde. Necessitava de chegar à pousada para tomar um banho e descansar um pouco. Depois poderia tomar as minhas primeiras impressões da cidade dos Medici.A pousada onde me instalei ficava perto do rio Arno e da famosa ponte Vecchio.
Era uma pousada familiar dirigida por dois jovens italianos bastante simpáticos. Por acaso foi a única, onde me exigiram o pagamento em dinheiro. Fiquei num quarto interior, numa cama normal de solteiro. No centro do quarto, uma cama de casal que viria a ser ocupada por um casal que apenas conheci de relance, após uma noite de sono intenso.Ali conheci outro rapaz argentino que também andava a viajar pela Europa.Disse-me que a sua profissão era a de jornalista e aproveitava as suas viagens para escrever. Cheguei a trocar contacto de telemóvel com ele mas acabei por perder tal contacto.
A cidade de Florença é práticamente um museu vivo.É uma cidade com igrejas, museus, palácios, galerias de arte, em cada esquina que percorremos na cidade.Nessa primeira noite fui até à Piazza di Signorina que é o centro cultural e nocturno da cidade.O Palácio della Signorina(Palácio Vecchio) com a sua alta torre com ameias domina um dos topos da praça. Aí também se encontram algumas réplicas de estátuas famosas como a de David, de Miguel Ângelo.
No centro da praça, a Fonte de Neptuno e a estátua de um dos membros da família Medici( Cosmo Medici). Esta cidade não pode ser separada desta família de banqueiros, mecenas de artistas famosos e que se tornaram soberanos não-oficiais da cidade toscana.
Nesa primeira noite, antes de me ir deitar ainda passei pela Ponte Vechio com as suas lojas colocadas ao longo de todo o tabuleiro. Atravessei a ponte e percorri as ruas da outra margem da cidade.A estrutura medieval da ponnte, combinada com a beleza do seu enquadramento com o rio Arno, tornam-na um local extremamente bonito e romântico. Principalmente ao pôr do sol.
InterRail-5.11- Imagens de Cerbere, Nice e Monaco
Praia de Cerbere-Sul França
No Centro de Nice
Praia do Sporting-Nice
Junto ao Porto de Nice
Casino Monaco- À espera das princesas do Mónaco
InterRail-5.1- Nice e Mónaco
No dia seguinte percorri as ruas de Nice. Fui à praia. Tirei uma fotografia na praia do Sporting ( o meu segundo clube após a Académica e seguindo uma tradição familiar) e consegui tomar o meu primeiro banho de mar, destas férias. Para dizer a verdade, primeiro e único.
Como estava sozinho, coloquei todos os documentos e objectos dentro da mochila e deixei-os estrategicamente junto aos bens de um casal que ali se encontrava.Virado para a praia de forma a controlar a mochila, consegui tomar o meu banho de mar. Água maravilhosa. Estava em pleno mar mediterrâneo. Ondas pequenas e temperatura extremamente agradável. Fiz sinal ao casal que olhava surpreendido para a minha mochila e saí do banho.
Almocei na zona velha da cidade, num pequeno restaurante frequentado pelos habitantes de Nice. Subi ao castelo. Desci até ao porto de recreio e reparei que ali perto poderia apanhar autocarros para o Monaco. Então resolvi dar uma volta até ao principado do Monaco. Talvez pudesse ter um encontro inesperado com alguma princesa do Monaco.
Já no Monaco, fui até à entrada do Casino. Apercebi-me de uma grande movimentação de pessoas, nomeadamente turistas e fotógrafos, numa zona envolvente ao edifício e que continha algumas barreiras metálicas e alguns seguranças.A família real do Monaco, deveria estar ali perto-pensei.Aguardei com curiosidade o desenrolar dos acontecimentos mas apenas me apercebi de algumas pessoas que passavam "glamorosamente vestidas". Não conheci ninguém. Diante dos meus olhos terão passado príncepes e princesas. Mas não me apercebi de nada em especial. Eram pessoas normais numa zona linda do Sul de França.
Contornei o Casino e pude apreciar o ancoradouro de iates localizado nas traseiras. Um bloco de apartamentos aí construído com janelas e varandas viradas directamente para o Mediterrâneo, tinha acesso directo à marina e a um heliporto.
Regressei a Nice. O dia passara rápidamente. Tive pena de não visitar alguns museus bem famosos desta cidade, como o museu de Cézanne mas na prática apenas dispus de um dia para visitar a cidade.
O pequeno banho de mar, na imensa praia de cascalho foi um dos momentos mais saborosos desta minha viagem. Gostei de andar no metro de superfície e de provar algumas especialidades vietnamitas num restaurante self-service junto à estação. Fiquei com um gostinho especial por esta cidade. Gostaria de voltar um dia. Quem sabe?.
Como estava sozinho, coloquei todos os documentos e objectos dentro da mochila e deixei-os estrategicamente junto aos bens de um casal que ali se encontrava.Virado para a praia de forma a controlar a mochila, consegui tomar o meu banho de mar. Água maravilhosa. Estava em pleno mar mediterrâneo. Ondas pequenas e temperatura extremamente agradável. Fiz sinal ao casal que olhava surpreendido para a minha mochila e saí do banho.
Almocei na zona velha da cidade, num pequeno restaurante frequentado pelos habitantes de Nice. Subi ao castelo. Desci até ao porto de recreio e reparei que ali perto poderia apanhar autocarros para o Monaco. Então resolvi dar uma volta até ao principado do Monaco. Talvez pudesse ter um encontro inesperado com alguma princesa do Monaco.
Já no Monaco, fui até à entrada do Casino. Apercebi-me de uma grande movimentação de pessoas, nomeadamente turistas e fotógrafos, numa zona envolvente ao edifício e que continha algumas barreiras metálicas e alguns seguranças.A família real do Monaco, deveria estar ali perto-pensei.Aguardei com curiosidade o desenrolar dos acontecimentos mas apenas me apercebi de algumas pessoas que passavam "glamorosamente vestidas". Não conheci ninguém. Diante dos meus olhos terão passado príncepes e princesas. Mas não me apercebi de nada em especial. Eram pessoas normais numa zona linda do Sul de França.
Contornei o Casino e pude apreciar o ancoradouro de iates localizado nas traseiras. Um bloco de apartamentos aí construído com janelas e varandas viradas directamente para o Mediterrâneo, tinha acesso directo à marina e a um heliporto.
Regressei a Nice. O dia passara rápidamente. Tive pena de não visitar alguns museus bem famosos desta cidade, como o museu de Cézanne mas na prática apenas dispus de um dia para visitar a cidade.
O pequeno banho de mar, na imensa praia de cascalho foi um dos momentos mais saborosos desta minha viagem. Gostei de andar no metro de superfície e de provar algumas especialidades vietnamitas num restaurante self-service junto à estação. Fiquei com um gostinho especial por esta cidade. Gostaria de voltar um dia. Quem sabe?.
InterRail- 5- A caminho de Nice
Deixei Barcelona no dia 12 de Agosto, tendo como destino a cidade de Nice. Mas seria um dia inteiro em viagem, utilizando vários comboios e acabando por chegar à bonita cidade de Cote-d-Azur já em pleno horário nocturno.
O primeiro comboio em que segui viagem, levar-me-ia à localidade de Cerbere já em território francês.Uma pequena vila junto ao mar com uma praia encantadora, onde me entretive a tirar fotografias enquanto devorava uma saborosa baguette.A segunda viagem levar-me-ia até à cidade de Narbonne. Aí mudaria novamente de comboio e iria até Marselha.Nessa viagem conheci umas raparigas portuguesas da zona de Lisboa e que iam em viagem para a Grécia.
Acabei por chegar a Nice extremamente cansado pela viagem longa. Como já era de noite e não entendi muito bem o folheto que acompanhava a reserva na pousada e sabendo que a mesma ficava fora da cidade, acabei por apanhar um táxi.
Só no dia seguinte é que iria perceber que deveria ter apanhado o metro de superfície até ao estabelecimento comercial conhecido por "Casino Market" e aí deveria aguardar uma carrinha da pousada que em horários regulares transportava os clientes.
A pousada era dirigida por ingleses. A língua dominante naquele espaço era o inglês. Os clientes eram praticamente todos ingleses.O quarto que me foi destinado partilhei-o com alguns ingleses. Um senhor de idade mais avançada e de traços orientais, possivelmente de ascendência indiana e que falava perfeitamente o inglês e outros ingleses que foram simpáticos na recepção e que rapidamente me esqueceram e voltaram à conversa que eu tinha interrompido sobre informática e novas tecnologias.
Arrumei as minhas coisas e tomei um bom banho revigorante.Quando saí do banho, estava sozinho no quarto. Apareceram dois jovens de nacionalidade argentina. Pouco simpáticos, ao princípio. Penso que não gostavam muito de ingleses( porque será?) e devem ter pensado que eu era mais um " bife". E efectivamente, com o meu perfil, desde que não abrisse a boca passava por um perfeito inglês.
Quando se aperceberam que eu era português, ofereceram-me bebidas e trocámos algumas palavras cordiais.
Um episódio caricato naquela pousada. Pelas 0 horas, ter-se-ia que fazer silêncio.Os ingleses consumiam bastante cerveja.Em grupos ruidosos, conversavam. Pelo meio, um funcionário da pousada percorria "religiosamente" o espaço envolvente e fazia o sinal sonoro de silêncio (ssh ssh), a todos os que encontrava e entendia estarem a ultrapassar o número de decibéis permitidos naquele local.Sentado num banco de jardim da pousada, contemplava aquelas cenas surreais e cómicas. Ele aparecia por detrás das pessoas e apenas emitia o sinal sonoro de silêncio, conhecido mundialmente. Alguns meninos e meninas inglesas ficavam surpreendidos. Outros apenas sorriam.
Este homem é o que em Portugal, chamamos de "cromo", pensei.Apesar de a noite estar bastante agradável, sentia-me um bocado sozinho. E percebi logo o motivo. Estava numa pousada longe do centro. Tinha criado o hábito de ir dar uma volta, quando chegava a um determinado local. Como aquela pousada ficava numa zona residencial e longe do centro, eu não poderia ir dar o meu passeio higiénico. Até poderia mas não seria a mesma coisa (mania dos anúncios).
Fui-me deitar por volta da meia noite. Adormeci rapidamente. O cansaço era bastante grande e precisava de retemperar forças para o dia seguinte visitar a pérola do mediterrâneo.
O primeiro comboio em que segui viagem, levar-me-ia à localidade de Cerbere já em território francês.Uma pequena vila junto ao mar com uma praia encantadora, onde me entretive a tirar fotografias enquanto devorava uma saborosa baguette.A segunda viagem levar-me-ia até à cidade de Narbonne. Aí mudaria novamente de comboio e iria até Marselha.Nessa viagem conheci umas raparigas portuguesas da zona de Lisboa e que iam em viagem para a Grécia.
Acabei por chegar a Nice extremamente cansado pela viagem longa. Como já era de noite e não entendi muito bem o folheto que acompanhava a reserva na pousada e sabendo que a mesma ficava fora da cidade, acabei por apanhar um táxi.
Só no dia seguinte é que iria perceber que deveria ter apanhado o metro de superfície até ao estabelecimento comercial conhecido por "Casino Market" e aí deveria aguardar uma carrinha da pousada que em horários regulares transportava os clientes.
A pousada era dirigida por ingleses. A língua dominante naquele espaço era o inglês. Os clientes eram praticamente todos ingleses.O quarto que me foi destinado partilhei-o com alguns ingleses. Um senhor de idade mais avançada e de traços orientais, possivelmente de ascendência indiana e que falava perfeitamente o inglês e outros ingleses que foram simpáticos na recepção e que rapidamente me esqueceram e voltaram à conversa que eu tinha interrompido sobre informática e novas tecnologias.
Arrumei as minhas coisas e tomei um bom banho revigorante.Quando saí do banho, estava sozinho no quarto. Apareceram dois jovens de nacionalidade argentina. Pouco simpáticos, ao princípio. Penso que não gostavam muito de ingleses( porque será?) e devem ter pensado que eu era mais um " bife". E efectivamente, com o meu perfil, desde que não abrisse a boca passava por um perfeito inglês.
Quando se aperceberam que eu era português, ofereceram-me bebidas e trocámos algumas palavras cordiais.
Um episódio caricato naquela pousada. Pelas 0 horas, ter-se-ia que fazer silêncio.Os ingleses consumiam bastante cerveja.Em grupos ruidosos, conversavam. Pelo meio, um funcionário da pousada percorria "religiosamente" o espaço envolvente e fazia o sinal sonoro de silêncio (ssh ssh), a todos os que encontrava e entendia estarem a ultrapassar o número de decibéis permitidos naquele local.Sentado num banco de jardim da pousada, contemplava aquelas cenas surreais e cómicas. Ele aparecia por detrás das pessoas e apenas emitia o sinal sonoro de silêncio, conhecido mundialmente. Alguns meninos e meninas inglesas ficavam surpreendidos. Outros apenas sorriam.
Este homem é o que em Portugal, chamamos de "cromo", pensei.Apesar de a noite estar bastante agradável, sentia-me um bocado sozinho. E percebi logo o motivo. Estava numa pousada longe do centro. Tinha criado o hábito de ir dar uma volta, quando chegava a um determinado local. Como aquela pousada ficava numa zona residencial e longe do centro, eu não poderia ir dar o meu passeio higiénico. Até poderia mas não seria a mesma coisa (mania dos anúncios).
Fui-me deitar por volta da meia noite. Adormeci rapidamente. O cansaço era bastante grande e precisava de retemperar forças para o dia seguinte visitar a pérola do mediterrâneo.
InterRail-4.11 Barcelona em Imagens
Plaza Mayor de Barcelona. Uma praça tropical e colonial
Cristovão Colombo aponta o caminho do mar
Dias de calor intenso. Junto ao Porto Olímpico.
Sagrada Família de Gaudi. Finalmente após
uma grande caminhada. Esta fotografia foi
tirada com a língua de fora.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
InterRail-4.1- Os dias em Barcelona
A minha primeira paragem para tirar fotografias foi na Plaza Mayor de Barcelona. Sentado na esplanada, enquanto bebia uma cerveja olhei em redor e não pude deixar de compará-la com a de Madrid. Esta praça, com os edifícios numa arquitectura semelhante à praça de Madrid, têm um ar colonial e tropical. Com as palmeiras gigantes ocupando praticamente todos os espaços da praça, poderia ser uma praça de qualquer país sul-americano que foi colonizado por Espanha.Por momentos e fechando os olhos, imaginei-me num país latino-americano.
Depois resolvi aproveitar, dando um passeio pela cidade. Caminhei em direcção ao porto de Barcelona, admirando as inúmeras lojas, restaurantes e quiosques. Ao fundo das Ramblas, lá estava a estátua de Cristovão Colombo, apontando o caminho do mar.
Durante os dois dias que estive na cidade de Barcelona, aproveitei para passear junto ao mar, na zona da praia da Barceloneta.Os dias estavam quentes e convidavam ao mergulho mas optei por passear pela cidade.
Visitei o Museu Picasso, onde pude apreciar o trabalho desenvolvido pelo pintor, com base no quadro "As Meninas" de Velasquez. Percorri o Bairro Gótico com as suas ruas típicas.Visitei a Catedral de Barcelona e todas as estruturas envolventes. Caminhei como um louco para visitar a Sagrada Família, a Casa Batló e a Pedreira de Gaudi.
Enfim, foram dois dias bem passados, embora bastante cansativos. O calor era intenso.Ao cair da noite, a zona das Ramblas ficava deserta de turistas. Um corropio de táxis e carros particulares transportando bastantes jovens partiam daquela zona da cidade. Provavelmente para outras zonas da cidade com ofertas nocturnas mais aliciantes.
Com o cair da noite, as prostitutas e vendedores de sacos plásticos com bebidas alcoólicas e mais alguns indivíduos de ar suspeito, tomavam conta de toda a zona das Ramblas. Estavam à porta dos bares, restaurantes e hotéis abordando de forma livre todos os turistas que passavam.
Uma dessas artistas da noite, abordou-me e de forma explícita, explicou com gestos claros o que poderíamos fazer se eu quisesse acompanhá-la.. Como não mostrei interesse, começou a agarrar-me por um braço e veio atrás de mim até à entrada da pousada.Ainda nessa noite, após comprar alguns postais ilustrados falei com esse comerciante espanhol que me disse estar muito indignado com a presença daquela «malta», originária essencialmente do Norte de África e ligada à prostituição e outros negócios e que se concentravam naquela zona da cidade.Que estragavam a imagem turística de Barcelona. Acrescentou ainda que não compreendia o facto de a policia não fazer nada, pois a maior parte daquelas pessoas encontravam-se ilegais em território espanhol. Em jeito de aviso, ainda me disse para ter cuidado e não cair no engodo das «beldades», pois poderiam-me levar para um sítio escuro onde poderia levar uma cacetada dos amigos delas, ficando depois sem o dinheiro.
A minha amiga argentina, com a qual acabei por não fazer nenhum programa, apareceu no segundo dia no quarto com um tom vermelhão-lagosta, sinal de que optara por ir até à praia, em vez de procurar as ofertas culturais de Barcelona. Ainda trocámos algumas palavras sobre como tinham decorrido aqueles dias.
As noites quentes de Barcelona eram uma autêntica tentação. Convidavam à praia, à discoteca e ao encontro com outras pessoas.Destes dias, ficou o desejo de voltar um dia. Hasta la vista, Barcelona.
Depois resolvi aproveitar, dando um passeio pela cidade. Caminhei em direcção ao porto de Barcelona, admirando as inúmeras lojas, restaurantes e quiosques. Ao fundo das Ramblas, lá estava a estátua de Cristovão Colombo, apontando o caminho do mar.
Durante os dois dias que estive na cidade de Barcelona, aproveitei para passear junto ao mar, na zona da praia da Barceloneta.Os dias estavam quentes e convidavam ao mergulho mas optei por passear pela cidade.
Visitei o Museu Picasso, onde pude apreciar o trabalho desenvolvido pelo pintor, com base no quadro "As Meninas" de Velasquez. Percorri o Bairro Gótico com as suas ruas típicas.Visitei a Catedral de Barcelona e todas as estruturas envolventes. Caminhei como um louco para visitar a Sagrada Família, a Casa Batló e a Pedreira de Gaudi.
Enfim, foram dois dias bem passados, embora bastante cansativos. O calor era intenso.Ao cair da noite, a zona das Ramblas ficava deserta de turistas. Um corropio de táxis e carros particulares transportando bastantes jovens partiam daquela zona da cidade. Provavelmente para outras zonas da cidade com ofertas nocturnas mais aliciantes.
Com o cair da noite, as prostitutas e vendedores de sacos plásticos com bebidas alcoólicas e mais alguns indivíduos de ar suspeito, tomavam conta de toda a zona das Ramblas. Estavam à porta dos bares, restaurantes e hotéis abordando de forma livre todos os turistas que passavam.
Uma dessas artistas da noite, abordou-me e de forma explícita, explicou com gestos claros o que poderíamos fazer se eu quisesse acompanhá-la.. Como não mostrei interesse, começou a agarrar-me por um braço e veio atrás de mim até à entrada da pousada.Ainda nessa noite, após comprar alguns postais ilustrados falei com esse comerciante espanhol que me disse estar muito indignado com a presença daquela «malta», originária essencialmente do Norte de África e ligada à prostituição e outros negócios e que se concentravam naquela zona da cidade.Que estragavam a imagem turística de Barcelona. Acrescentou ainda que não compreendia o facto de a policia não fazer nada, pois a maior parte daquelas pessoas encontravam-se ilegais em território espanhol. Em jeito de aviso, ainda me disse para ter cuidado e não cair no engodo das «beldades», pois poderiam-me levar para um sítio escuro onde poderia levar uma cacetada dos amigos delas, ficando depois sem o dinheiro.
A minha amiga argentina, com a qual acabei por não fazer nenhum programa, apareceu no segundo dia no quarto com um tom vermelhão-lagosta, sinal de que optara por ir até à praia, em vez de procurar as ofertas culturais de Barcelona. Ainda trocámos algumas palavras sobre como tinham decorrido aqueles dias.
As noites quentes de Barcelona eram uma autêntica tentação. Convidavam à praia, à discoteca e ao encontro com outras pessoas.Destes dias, ficou o desejo de voltar um dia. Hasta la vista, Barcelona.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
InterRail-4-Viagem para Barcelona
No dia 10 de Agosto, levantei-me cedo. Era o dia de me despedir da capital espanhola.Fui de autocarro até à estação de Atocha, onde iria apanhar o comboio para Barcelona.Ao chegar à estação, não pude deixar de pensar nas vítimas e no horror dos atentados bombistas que ocorreram naquela estação há alguns anos atrás.
A viagem para Barcelona decorreu rapidamente, utilizando o comboio rápido que serve estas duas cidades espanholas. Cheguei a Barcelona ao início da tarde. Uma vez mais, cheguei à pousada , com base nas indicações dadas pelo documento de reserva antecipada que fiz via Internet. Por isso, não tive dúvidas sobre qual a estação de metro onde deveria descer para chegar à referida pousada.
A pousada ficava numa transversal de uma rua central bastante movimentada da cidade catalã. As Ramblas.Como pude verificar, o movimento nas ruas era bastante intenso. Muitos turistas percorriam as ruas daquela zona da cidade. Pequenos comércios de artesanato ocupavam a zona central da avenida. Quando cheguei à pousada, apercebi-me que a mesma era frequentada por uma população bastante jovem.Óptimo.-pensei. Depois de me ter sido indicado o quarto colectivo que iria ocupar apanhei a primeira desilusão desta viagem.
O beliche superior que me estava destinado tinha os lençóis relativamente sujos.(acho que estou a ser pouco exagerado, embora não soubesse explicar a que se devia aquela sujidade num tom vermelho-acastanhado). Eu sabia que a contrapartida para os baixos preços praticados por estas pousadas, era de que determinadas comodidades, como mudas de lençóis e outras eram extintas.
Mas pensei, aquilo era demais.E se quisesse uma muda de lençóis teria de pagar um valor extra por esse serviço.Já tinha consultado a tabela que estava exposta num local visível da recepção.
Então tive que me desenrascar, como diz o ditado popular.Como o beliche de baixo tinha lençóis aparentemente lavados e estava desocupado, procedi a uma troca dos mesmos.
E fiz-lo na altura certa. Pouco depois chegou uma rapariga argentina que iria ocupar o outro beliche. Troquei algumas palavras com ela e pensei que ela iria ficar aborrecida com o aspecto dos lençóis.Mas não apresentou preocupação e mais tarde percebi o motivo.Trazia o seu saco-cama, onde poderia ficar bem aconchegada e sem problemas com eventuais situações de falta de higiene.
Falámos sobre os nossos países e sobre as nossas viagens. Acabámos por combinar de forma superficial um programa conjunto para visitar alguns locais de interesse de Barcelona.
Conheci ainda duas meninas de nacionalidade alemã e com quem também troquei algumas palavras, em inglês.No meu péssimo inglês.Mas penso que nos entendemos. Pelo que entendi, as meninas estavam a adorar Espanha mas já estavam com saudades de casa. Uma delas disse-me uma frase que ficou na minha memória.«My house is my castle.». Óptimo. Mas estavam muito contentes com a simpatia dos espanhóis que contrastava com a frieza alemã.Outro mito que circula por aí-pensei eu.Embora nesta viagem que efectuei nunca tenha sentido antipatia das pessoas residentes.O saberem que eu era português não alterou a atitude das pessoas.
-E porque deveria alterar?Nada.Mas lá estou eu com o meu complexo de pertencer a um país mais pobre e subdesenvolvido e que deverá ser comum a outro meus compatriotas.Mas porra, agora somos membros da comunidade europeia.E há já alguns anos, com todos os benefícios e eventuais prejuízos.Enfim, por hoje chega de divagações e vamos conhecer Barcelona.
A viagem para Barcelona decorreu rapidamente, utilizando o comboio rápido que serve estas duas cidades espanholas. Cheguei a Barcelona ao início da tarde. Uma vez mais, cheguei à pousada , com base nas indicações dadas pelo documento de reserva antecipada que fiz via Internet. Por isso, não tive dúvidas sobre qual a estação de metro onde deveria descer para chegar à referida pousada.
A pousada ficava numa transversal de uma rua central bastante movimentada da cidade catalã. As Ramblas.Como pude verificar, o movimento nas ruas era bastante intenso. Muitos turistas percorriam as ruas daquela zona da cidade. Pequenos comércios de artesanato ocupavam a zona central da avenida. Quando cheguei à pousada, apercebi-me que a mesma era frequentada por uma população bastante jovem.Óptimo.-pensei. Depois de me ter sido indicado o quarto colectivo que iria ocupar apanhei a primeira desilusão desta viagem.
O beliche superior que me estava destinado tinha os lençóis relativamente sujos.(acho que estou a ser pouco exagerado, embora não soubesse explicar a que se devia aquela sujidade num tom vermelho-acastanhado). Eu sabia que a contrapartida para os baixos preços praticados por estas pousadas, era de que determinadas comodidades, como mudas de lençóis e outras eram extintas.
Mas pensei, aquilo era demais.E se quisesse uma muda de lençóis teria de pagar um valor extra por esse serviço.Já tinha consultado a tabela que estava exposta num local visível da recepção.
Então tive que me desenrascar, como diz o ditado popular.Como o beliche de baixo tinha lençóis aparentemente lavados e estava desocupado, procedi a uma troca dos mesmos.
E fiz-lo na altura certa. Pouco depois chegou uma rapariga argentina que iria ocupar o outro beliche. Troquei algumas palavras com ela e pensei que ela iria ficar aborrecida com o aspecto dos lençóis.Mas não apresentou preocupação e mais tarde percebi o motivo.Trazia o seu saco-cama, onde poderia ficar bem aconchegada e sem problemas com eventuais situações de falta de higiene.
Falámos sobre os nossos países e sobre as nossas viagens. Acabámos por combinar de forma superficial um programa conjunto para visitar alguns locais de interesse de Barcelona.
Conheci ainda duas meninas de nacionalidade alemã e com quem também troquei algumas palavras, em inglês.No meu péssimo inglês.Mas penso que nos entendemos. Pelo que entendi, as meninas estavam a adorar Espanha mas já estavam com saudades de casa. Uma delas disse-me uma frase que ficou na minha memória.«My house is my castle.». Óptimo. Mas estavam muito contentes com a simpatia dos espanhóis que contrastava com a frieza alemã.Outro mito que circula por aí-pensei eu.Embora nesta viagem que efectuei nunca tenha sentido antipatia das pessoas residentes.O saberem que eu era português não alterou a atitude das pessoas.
-E porque deveria alterar?Nada.Mas lá estou eu com o meu complexo de pertencer a um país mais pobre e subdesenvolvido e que deverá ser comum a outro meus compatriotas.Mas porra, agora somos membros da comunidade europeia.E há já alguns anos, com todos os benefícios e eventuais prejuízos.Enfim, por hoje chega de divagações e vamos conhecer Barcelona.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
InterRail-3.4- Madrid(Museu Prado/Plaza Maior,etc)
No dia seguinte, 9 de Agosto 2009, fui bem cedo para o Museu do Prado e acabei apenas por tirar um bilhete para visitar este museu, apesar de poder ter um bilhete conjunto que me poderia permitir visitar outros museus da cidade a preço unitário mais acessível.Mas já tinha decidido fazer também um percurso em autocarro pela cidade e não disporia de tempo para tudo. No dia seguinte, partiria para Barcelona.
No Prado, somos completamente «esmagados» com a qualidade das obras de arte ali expostas.As colecções de pintura estão agrupadas por nacionalidades. Desde a pintura espanhola, francesa, flamenga, alemã e italiana, sendo dado um destaque maior à pintura espanhola.A obra-prima de Velasquez, «As Meninas» com a sua técnica de quadro dentro do quadro e retratando a família real espanhola, prendia as atenções da maior parte dos visitantes.
Voltando às ruas madrilena, pude apreciar um outro tipo de arte que encontrei essencialmente em Espanha. A arte de rua, dos homens e mulheres estátuas.Gostei particularmente de um individuo vestido como empregado de mesa, com uma casaca vermelha e que se equilibrava em cima de uma mesa com copos e que conseguiam suportar o seu peso. Para além disso, colocava copos em cima do rosto, mantendo posições do corpo quase impossíveis.
Numa das minhas deambulações pela cidade acabei por encontrar a Plaza Mayor, a onde acedi por um pórtico de acesso.Para além da beleza arquitectónica dos edifícios de 3 pisos com as típicas varandas, apreciei as lojas tradicionais e o comércio de antiguidades.
No autocarro turístico percorri diversas zonas da cidade, bastante conhecidas como a Gran Via, Estádio Santiago Bernabéu., etc.No autocarro, iam pessoas de várias nacionalidades. Desde ingleses, espanhóis, alemães, italianos e um português, que era eu.Apenas não levava a bandeirinha.Tive que me contentar em ouvir a descrição dos vários locais de interesse turístico em espanhol.
Pelo que me apercebi, o jogador português Cristiano Ronaldo que tinha chegado ao Real Madrid, neste ano de 2009, era aqui bastante idolatrado.Um episódio curioso ocorreu junto ao estádio daquele clube. Estava tudo bastante calmo, quando junto ao autocarro passou um automóvel da marca Ferrari, com vidros fumados. Algumas pessoas que iam no autocarro, espanholas, correram para as janelas para tentarem ver o jogador madeirense. Pelos vistos, já sabiam da preferência dele por carros daquela marca italiana.Claro que os vidros fumados não permitiram visualizar o condutor, por isso as pessoas devem ter ficado um pouco desiludidas. Enfim, cenas da vida madrilena.
No Prado, somos completamente «esmagados» com a qualidade das obras de arte ali expostas.As colecções de pintura estão agrupadas por nacionalidades. Desde a pintura espanhola, francesa, flamenga, alemã e italiana, sendo dado um destaque maior à pintura espanhola.A obra-prima de Velasquez, «As Meninas» com a sua técnica de quadro dentro do quadro e retratando a família real espanhola, prendia as atenções da maior parte dos visitantes.
Voltando às ruas madrilena, pude apreciar um outro tipo de arte que encontrei essencialmente em Espanha. A arte de rua, dos homens e mulheres estátuas.Gostei particularmente de um individuo vestido como empregado de mesa, com uma casaca vermelha e que se equilibrava em cima de uma mesa com copos e que conseguiam suportar o seu peso. Para além disso, colocava copos em cima do rosto, mantendo posições do corpo quase impossíveis.
Numa das minhas deambulações pela cidade acabei por encontrar a Plaza Mayor, a onde acedi por um pórtico de acesso.Para além da beleza arquitectónica dos edifícios de 3 pisos com as típicas varandas, apreciei as lojas tradicionais e o comércio de antiguidades.
No autocarro turístico percorri diversas zonas da cidade, bastante conhecidas como a Gran Via, Estádio Santiago Bernabéu., etc.No autocarro, iam pessoas de várias nacionalidades. Desde ingleses, espanhóis, alemães, italianos e um português, que era eu.Apenas não levava a bandeirinha.Tive que me contentar em ouvir a descrição dos vários locais de interesse turístico em espanhol.
Pelo que me apercebi, o jogador português Cristiano Ronaldo que tinha chegado ao Real Madrid, neste ano de 2009, era aqui bastante idolatrado.Um episódio curioso ocorreu junto ao estádio daquele clube. Estava tudo bastante calmo, quando junto ao autocarro passou um automóvel da marca Ferrari, com vidros fumados. Algumas pessoas que iam no autocarro, espanholas, correram para as janelas para tentarem ver o jogador madeirense. Pelos vistos, já sabiam da preferência dele por carros daquela marca italiana.Claro que os vidros fumados não permitiram visualizar o condutor, por isso as pessoas devem ter ficado um pouco desiludidas. Enfim, cenas da vida madrilena.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
InterRail-3.3 Visita ao palacio real espanhol
Neste primeiro dia em Madrid, resolvi visitar o Palácio do Rei e outros locais históricos do centro, guardando para o dia seguinte uma visita à cidade em autocarro, para além de uma visita ao Museu do Prado.
O Palácio do Rei é a residência oficial do rei de Espanha, embora os actuais reis a utilizem apenas para ocasiões especiais, encontrando-se a residir noutro palácio mais modesto que é o Palácio da Zarzuela.
Para visitar o Palácio é necessário passar por uma rigorosa segurança, o que é compreensível, atendendo à situação política que se vive em Espanha há alguns anos, nomeadamente o perigo de eventuais atentados da ETA e atentados mais recentes da Al-Qaeda.
O interior do palácio é magnífico, tendo passado pelas diferentes salas, pela Biblioteca Real e pela Capela Real. Quadros e Frescos de artistas consagrados, como Caravaggio, Goya e Velasquez preenchem as diferentes salas.
No exterior do palácio, o pátio de honra e a estátua equestre do rei Filipe na Plaza do Oriente, glorificam a grandeza do poderoso império espanhol.Estive ali algum tempo a tentar «saborear o espaço», tendo-me sentado no jardim frontal à entrada principal do palácio. Um dia de sol intenso mas bastante agradável.
Nas minhas viagens gosto de sentir os espaços citadinos. Por isso gosto de experimentar as especialidades gastronómicas das cidades.Não sou um conhecedor gastronómico, mas Espanha, acabo sempre por associar às famosas tortillas. E aquela que acabei por comer num pequeno snack-bar junto à pousada, estava simplesmente divinal.
O resto do dia, deambulei pela cidade. Visitei uma igreja perto do palácio real, construída sobre um templo antigo de origem visigótica.
Da conversa que tive com o recepcionista brasileiro da pousada, soube que ele tinha uma licenciatura em Direito e que andava a viajar pela Europa, estando há já algum tempo em Madrid, cidade que gostava imenso.Conhecia muito bem Coimbra e afirmou que gostava de lá tirar uma pós-graduação em Direito, pois a Universidade de Coimbra é bastante conceituada no Brasil.
Ao procurar páginas portuguesas na Internet, soube do falecimento do actor Raúl Solnado. Esta notícia deixou-me bastante triste, pois aquele actor cómico era uma das minhas referências da infância.
O Palácio do Rei é a residência oficial do rei de Espanha, embora os actuais reis a utilizem apenas para ocasiões especiais, encontrando-se a residir noutro palácio mais modesto que é o Palácio da Zarzuela.
Para visitar o Palácio é necessário passar por uma rigorosa segurança, o que é compreensível, atendendo à situação política que se vive em Espanha há alguns anos, nomeadamente o perigo de eventuais atentados da ETA e atentados mais recentes da Al-Qaeda.
O interior do palácio é magnífico, tendo passado pelas diferentes salas, pela Biblioteca Real e pela Capela Real. Quadros e Frescos de artistas consagrados, como Caravaggio, Goya e Velasquez preenchem as diferentes salas.
No exterior do palácio, o pátio de honra e a estátua equestre do rei Filipe na Plaza do Oriente, glorificam a grandeza do poderoso império espanhol.Estive ali algum tempo a tentar «saborear o espaço», tendo-me sentado no jardim frontal à entrada principal do palácio. Um dia de sol intenso mas bastante agradável.
Nas minhas viagens gosto de sentir os espaços citadinos. Por isso gosto de experimentar as especialidades gastronómicas das cidades.Não sou um conhecedor gastronómico, mas Espanha, acabo sempre por associar às famosas tortillas. E aquela que acabei por comer num pequeno snack-bar junto à pousada, estava simplesmente divinal.
O resto do dia, deambulei pela cidade. Visitei uma igreja perto do palácio real, construída sobre um templo antigo de origem visigótica.
Da conversa que tive com o recepcionista brasileiro da pousada, soube que ele tinha uma licenciatura em Direito e que andava a viajar pela Europa, estando há já algum tempo em Madrid, cidade que gostava imenso.Conhecia muito bem Coimbra e afirmou que gostava de lá tirar uma pós-graduação em Direito, pois a Universidade de Coimbra é bastante conceituada no Brasil.
Ao procurar páginas portuguesas na Internet, soube do falecimento do actor Raúl Solnado. Esta notícia deixou-me bastante triste, pois aquele actor cómico era uma das minhas referências da infância.
InterRail-3.2 Passeio por Madrid
No primeiro dia em Madrid, resolvi dar um passeio pelo centro da cidade.E a primeira imagem que recordo deste passeio pelas ruas pedonais e que talvez possa dizer muito sobre o espírito deste povo madrileno, é o símbolo escolhido para representar a cidade e que se encontra numa escultura perto da Porta do Sol. Um urso na posição vertical, tentando chegar a um medronheiro. Acho aquela imagem escultórica localizada num dos topos da entrada para a Porta do Sol, extremamente sugestiva.
Talvez não se enquadre muito com o local movimentado da cidade, com bastantes pessoas a circularem de um lado para o outro mas talvez possa significar a luta pela sobrevivência de um ser vivo.
Entrei na Porta do Sol e claro que fotografei o quilómetro zero das estradas espanholas, tal com dezenas de turistas que ali se encontravam.Durante estes meus passeios pedestres, levava a minha pequena mochila com alguns mantimentos como água e algumas coisas que ia comprando nos supermercados que encontrava. Levava a minha máquina fotográfica e os documentos e dinheiro em sítios separados como já tinha referido. Até ao fim da viagem, foi sempre esta a minha atitude e postura, para evitar eventuais problemas de perca ou furto de objectos.E também procurei sempre minimizar os custos, evitando restaurantes e outros estabelecimentos similares. Mas reservava sempre para o último dia um contacto directo com a gastronomia local, também porque não tenho vocação para «mártir». Não poderia estar sempre a alimentar de sandes, bolachas e outros aperitivos.
Em resumo, tentava conhecer as cidades e por outro lado tinha que alimentar-me. Alimentar a minha «amiga barriga» e a minha «alimentação espiritual e cultural», visitando museus e locais históricos de interesse.
Voltando à referida Porta do Sol e enquanto contemplava o bonito edifício da sede dos correios espanhóis, com uma torre central onde brilhava um campanário de forma cúbica e onde em cada uma das faces se encontra um relógio.É um sítio emblemático da cidade e onde todos os anos milhares de pessoas comemoram a entrada no novo ano.Para além disso, fotografei o ponto zero ou quilómetro zero no passeio em frente ao edifício dos correios. É a referência para as estradas espanholas.
Talvez não se enquadre muito com o local movimentado da cidade, com bastantes pessoas a circularem de um lado para o outro mas talvez possa significar a luta pela sobrevivência de um ser vivo.
Entrei na Porta do Sol e claro que fotografei o quilómetro zero das estradas espanholas, tal com dezenas de turistas que ali se encontravam.Durante estes meus passeios pedestres, levava a minha pequena mochila com alguns mantimentos como água e algumas coisas que ia comprando nos supermercados que encontrava. Levava a minha máquina fotográfica e os documentos e dinheiro em sítios separados como já tinha referido. Até ao fim da viagem, foi sempre esta a minha atitude e postura, para evitar eventuais problemas de perca ou furto de objectos.E também procurei sempre minimizar os custos, evitando restaurantes e outros estabelecimentos similares. Mas reservava sempre para o último dia um contacto directo com a gastronomia local, também porque não tenho vocação para «mártir». Não poderia estar sempre a alimentar de sandes, bolachas e outros aperitivos.
Em resumo, tentava conhecer as cidades e por outro lado tinha que alimentar-me. Alimentar a minha «amiga barriga» e a minha «alimentação espiritual e cultural», visitando museus e locais históricos de interesse.
Voltando à referida Porta do Sol e enquanto contemplava o bonito edifício da sede dos correios espanhóis, com uma torre central onde brilhava um campanário de forma cúbica e onde em cada uma das faces se encontra um relógio.É um sítio emblemático da cidade e onde todos os anos milhares de pessoas comemoram a entrada no novo ano.Para além disso, fotografei o ponto zero ou quilómetro zero no passeio em frente ao edifício dos correios. É a referência para as estradas espanholas.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
InterRail 3.1
Aqueles arranha-céus pareciam convidar-me a visitar a
Madrid moderna, outrora capital de um império mas ainda
com tradições e simbolos históricos que afirmam a identidade
de um povo
InterRail 3-Chegada a Madrid
Cheguei a Madrid no dia 8 Agosto, bem cedo. A estação ferroviária tinha acesso directo ao exterior e também ao metropolitano.Após subir as escadas rolantes de acesso ao exterior da estação, espreitei a cidade. No horizonte, dois enormes aranha-céus pareciam convidar-me a visitar a capital espanhola que já não era a capital de um grande império mas continuava a ser de um país ocidental e moderno mas ao mesmo tempo tradicional e carregado de símbolos históricos. Um país importante na formação da cultura europeia.
Encaminhei-me para o metropolitano, meio hesitante após tirar umas fotografias àqueles gigantes colocados estrategicamente no meu horizonte.
Com o apoio das informações que acompanhavam a reserva da pousada escolhida lá cheguei ao meu destino.
Fui atendido por um recepcionista jovem e bastante simpático de nacionalidade brasileira. E foi algo que me acompanhou durante este percurso estival do InterRail pela Europa. Um encontro constante de cidadãos de nacionalidade brasileira.
O quarto onde iria ficar era totalmente demonstrativo dos cenários que iria encontrar durante esta minha viagem.Vários beliches compunham o quarto, estando a maior parte deles já ocupados com jovens de idades variadas. Acabei por escolher um beliche inferior que verifiquei ser o único que estava desocupado. Tomei um banho e em seguida acomodei as minhas peças de roupa no armário. Fiquei apenas com os valores, carteira e máquina fotográfica. Esta passaria a ser a minha rotina em todas as pousadas em que iria ficar.
Na minha pequena conversa com o recepcionista brasileiro fui informado que não estava longe do centro da cidade. Como eu sou um bom caminhante iria percorrer de forma fácil o referido percurso citadino.Depois poderia optar nos dias seguintes por percorrer a cidade naqueles autocarros turísticos que nos podem levar para todo o lado.
Encaminhei-me para o metropolitano, meio hesitante após tirar umas fotografias àqueles gigantes colocados estrategicamente no meu horizonte.
Com o apoio das informações que acompanhavam a reserva da pousada escolhida lá cheguei ao meu destino.
Fui atendido por um recepcionista jovem e bastante simpático de nacionalidade brasileira. E foi algo que me acompanhou durante este percurso estival do InterRail pela Europa. Um encontro constante de cidadãos de nacionalidade brasileira.
O quarto onde iria ficar era totalmente demonstrativo dos cenários que iria encontrar durante esta minha viagem.Vários beliches compunham o quarto, estando a maior parte deles já ocupados com jovens de idades variadas. Acabei por escolher um beliche inferior que verifiquei ser o único que estava desocupado. Tomei um banho e em seguida acomodei as minhas peças de roupa no armário. Fiquei apenas com os valores, carteira e máquina fotográfica. Esta passaria a ser a minha rotina em todas as pousadas em que iria ficar.
Na minha pequena conversa com o recepcionista brasileiro fui informado que não estava longe do centro da cidade. Como eu sou um bom caminhante iria percorrer de forma fácil o referido percurso citadino.Depois poderia optar nos dias seguintes por percorrer a cidade naqueles autocarros turísticos que nos podem levar para todo o lado.
InterRail-2
Cheguei a Abrantes quando já era de noite. A estação encontrava-se fechada. Como ainda faltava algum tempo para a chegada do Lusitânia (cerca de 2 horas), ainda fui dar uma volta pela cidade.A estação ficava fora do centro da cidade e por isso tive que andar um bocado até encontrar um sítio onde pudesse tomar uma pequena refeição. Pouco me lembro desse café que encontrei mas ficava no fim de uma rua bastante comprida, porque andei bastante desde a estação até lá chegar.Acho que apenas tomei um café porque tinha algumas sandes na mochila. Estive lá sentado algum tempo, enquanto passava os olhos pela televisão que se encontrava acesa.
Não me lembro das pessoas que ali se encontravam. Sei que, quando eu cheguei estava apenas um casal mais uma criança. Conversas de circunstância, perfeitamente normais, numa cidade normal.Acho que fui atendido por um senhor, meio adormecido e que se amparava no balcão.
Voltei à estação. Aguardei num banco da sala de espera. Quando chegou o comboio, eu era o único passageiro que subia naquela estação, porque o revisor saiu do comboio e perguntou se eu era o passageiro de Abrantes.
Claro que era. E cheio de vontade de iniciar a minha viagem de InterRail. Porque era ali que começava a minha viagem mítica.Pelo menos, na minha cabeça.
Entrei na carruagem.Dirigi-me ao meu lugar marcado e pude verificar que a maioria dos passageiros dormia profundamente.Muitos jovens e de várias nacionalidades. A maioria em viagem túristica. Não aparentavam serem pessoas que iam para o seu emprego diário em Madrid.Para me acompanhar nesta viagem, escolhi um livro de um autor, cujo nome não me recordo, e que pretendia compreender a "alma do povo espanhol", percorrendo o país e através das suas paisagens, da sua vivência diária e das suas criações artísticas.
Porque um viajante, têm que procurar compreender os locais por onde viaja.Livro interessante. Falava de artistas e intelectuais espanhois como Salvador Dali, Velasquez, El Greco, entre outros.E de uma forma correcta e profunda abordava este país imenso, com várias nacionalidades e vários povos. Não deve existir uma "alma" espanhola mas várias "almas" espanholas.
Não me lembro das pessoas que ali se encontravam. Sei que, quando eu cheguei estava apenas um casal mais uma criança. Conversas de circunstância, perfeitamente normais, numa cidade normal.Acho que fui atendido por um senhor, meio adormecido e que se amparava no balcão.
Voltei à estação. Aguardei num banco da sala de espera. Quando chegou o comboio, eu era o único passageiro que subia naquela estação, porque o revisor saiu do comboio e perguntou se eu era o passageiro de Abrantes.
Claro que era. E cheio de vontade de iniciar a minha viagem de InterRail. Porque era ali que começava a minha viagem mítica.Pelo menos, na minha cabeça.
Entrei na carruagem.Dirigi-me ao meu lugar marcado e pude verificar que a maioria dos passageiros dormia profundamente.Muitos jovens e de várias nacionalidades. A maioria em viagem túristica. Não aparentavam serem pessoas que iam para o seu emprego diário em Madrid.Para me acompanhar nesta viagem, escolhi um livro de um autor, cujo nome não me recordo, e que pretendia compreender a "alma do povo espanhol", percorrendo o país e através das suas paisagens, da sua vivência diária e das suas criações artísticas.
Porque um viajante, têm que procurar compreender os locais por onde viaja.Livro interessante. Falava de artistas e intelectuais espanhois como Salvador Dali, Velasquez, El Greco, entre outros.E de uma forma correcta e profunda abordava este país imenso, com várias nacionalidades e vários povos. Não deve existir uma "alma" espanhola mas várias "almas" espanholas.
Inter-Rail 1-Introdução
Viagem. Viajar. Conhecer locais e pessoas. Algo que acompanha o homem desde o início da sua caminhada neste planeta Terra.E eu não sou excepção. Sempre gostei de viajar. Penso que esse gosto me foi transmitido pelo meu pai que gostava imenso de viajar de comboio. Ele enumerava com prazer, algo que lhe foi transmitido no ensino primário.A enumeração das linhas de comboio do país, desde a estação de origem, as estações de passagem até à estação final.E sabia muitas histórias sobre comboios, estações, apeadeiros e pessoas ligadas aos caminhos de ferro.Histórias deliciosas e divertidas. Desde a história do orgão de Souselas encomendado pelo padre que perseguia e conquistava as esposas dos habitantes daquela localidade e que motivava o gozo dos passageiros dos comboios e a raiva dos habitantes de Souselas, até à história do revisor do apeadeiro das Carvalhosas-Linha da Lousã, que saiu em cuecas da casa de banho para sinalizar a passagem do comboio.
E eu gosto de viajar de comboio. Pode-se conversar calmamente, ler, escrever. passar pelo bar do comboio, ou pelo restaurante, ou até dormir nas carruagens cama.
Por motivos profissionais, viajo de comboio diáriamente. E viajo num comboio regional que pára em todas as estações e apeadeiros. Eu deveria ser das primeiras pessoas a estar farto de andar de comboio. Ma não.
No comboio ocorrem histórias. Trocam-se ideias e outras coisas mais banais. Há até quem se apaixone em viagens de comboio.
O InterRail é um sonho de criança que nunca foi concretizado. Muitas pessoas concretizaram essa viagem e como algumas pessoas gostam de dizer na altura certa. Quando se é jovem. Mas não há altura certa, por isso aos 46 anos concretizei essa viagem. Sózinho. E foi interessante, apesar de viajar sózinho. com uma grande vantagem. Não tenho que discutir com ninguém, os locais que vou percorrer e visitar. viagens individuais, em busca do nosso próprio roteiro, com base em sonhos e imaginários criados.
E eu gosto de viajar de comboio. Pode-se conversar calmamente, ler, escrever. passar pelo bar do comboio, ou pelo restaurante, ou até dormir nas carruagens cama.
Por motivos profissionais, viajo de comboio diáriamente. E viajo num comboio regional que pára em todas as estações e apeadeiros. Eu deveria ser das primeiras pessoas a estar farto de andar de comboio. Ma não.
No comboio ocorrem histórias. Trocam-se ideias e outras coisas mais banais. Há até quem se apaixone em viagens de comboio.
O InterRail é um sonho de criança que nunca foi concretizado. Muitas pessoas concretizaram essa viagem e como algumas pessoas gostam de dizer na altura certa. Quando se é jovem. Mas não há altura certa, por isso aos 46 anos concretizei essa viagem. Sózinho. E foi interessante, apesar de viajar sózinho. com uma grande vantagem. Não tenho que discutir com ninguém, os locais que vou percorrer e visitar. viagens individuais, em busca do nosso próprio roteiro, com base em sonhos e imaginários criados.
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