quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Viagem ao livro Cultura- Tudo o que é preciso saber 

Como gosto de viajar por entre os livros, em bibliotecas e livrarias, adquiri por curiosidade um livro num pequeno quiosque de livros usados.O título do livro era bastante sugestivo. Cultura, com o subtítulo-Tudo o que é preciso saber. Neste livro, o autor Dieter Schwanitz de nacionalidade alemã expõe de uma forma sucinta os principais conhecimentos que na sua opinião as pessoas devem saber.É um ponto de vista parcial que refere apenas aquilo, que ele entende como mais importante. É o ponto de vista de um intelectual alemão, abordando os acontecimentos históricos, filosóficos, científicos, artísticos e outros desde a Antiguidade até ao final do século XIX.Mas é um intelectual alemão que aborda os conhecimentos a nível mundial mas que em seguida compara com a situação no seu pais, actual Alemanha, mas que sofreu grandes transformações políticas, sociais e económicas até se tornar actualmente o grande estado poderoso da Europa Central.
    Numa linguagem acessível em que utiliza terminologia actual e moderna, para descrever factos do passado, consegue elaborar um resumo interessante, embora parcial e subjectivo da cultura humana.A parte mais interessante do livro acaba por ser aquela em que aborda o significado da cultura na sociedade moderna. A importância da cultura nas relações sociais. O que devemos saber e o que embora possamos saber não devemos divulgar. Como utilizar esse conhecimento na esfera social, sabendo distinguir o que é considerado como conhecimento de uma pessoa culta, daquilo que apenas interessa a determinados sectores (conhecimentos específicos), ou a pessoas ávidas de saberem coisas superficiais de pessoas famosas ( vulgarmente chamados mexericos).
   Por fim, o mais importante. A importância de incentivar as pessoas e principalmente os mais jovens para a importância da leitura, como parte da estrutura de um pensamento racional e organizado.
   Outro aspecto que pude retirar da leitura deste livro, é a importância excessiva que o autor atribui à comparação entre a Alemanha, ou nações germânicas e prussianas que se desenvolveram ao longo da história e as outras nações.
   O autor entende que a Alemanha foi sempre um país adiado, apesar do grande desenvolvimento cultural no campo das ideias e da ciência, com nomes como Hegel, Marx, Goethe e Leibnitz.Por ter sido durante séculos um país dividido, nunca teve uma capital onde se pudesse ter desenvolvido uma cultura cosmopolita.Para o autor, a Alemanha é um país provinciano, ao contrario da França e Inglaterra.
  Outro factor importante a ter em conta, é o sentimento de culpa colectiva do povo alemão.Um país e um povo manipulado por um psicopata que tentou conquistar o mundo, enquanto procurava destruir um povo através de um genocídio em massa.Com este livro. o autor coloca-se na posição de observador do mundo. Um ponto de vista alemão, sobre o mundo.
  Por acaso, foi esta a ideia de culpa com que fiquei da Alemanha e do seu povo quando por lá passei.Os jardins públicos com elementos de iluminação, em homenagem às vítimas do Holocausto. A conservação exemplar dos campos de concentração e extermínio construídos pelos nazis.
   Ao contrario de outros povos que assumiram uma posição infantil em relação aos erros cometidos na última guerra mundial, os alemães demonstraram ser um povo maduro, culto e consciente.


terça-feira, 18 de agosto de 2015

João Braga, um homem da rádio

Faço hoje, uma pequena viagem ao passado. E relembro, João Braga, um herói anónimo. Por mero acaso, num destes domingos deste mês de Agosto de 2015, lembrei-me deste radialista da nossa Rádio Universidade de Coimbra que há uns anos atrás, por volta dos inícios deste século XXI, tentou bater um recorde( com o objectivo de inscrição no Guiness) de horas seguidas aos microfones da sua rádio. Não conseguiu bater o  record mas esteve lá perto.Foi noticia em Coimbra e no restante país. Tornou-se quase famoso. Mas o João Braga que infelizmente não conheci pessoalmente, era um homem com uma enorme «bagagem cultural». Uma figura da rádio mas também da cultura coimbrã, como bem referiram os responsáveis da RUC, num pequeno artigo de homenagem, publicado alguns dias após o falecimento  de João Braga.
Este herói anónimo que por uma razão inexplicável, motivou o meu interesse, não atingiu aquele estatuto perante a opinião pública.  
Mas tentou, tal como muitos cidadãos comuns atingir determinados objectivos. Um objectivo, uma vontade. Não foi atingido o objectivo.Mas a vida é feita destas lutas diárias de muitas pessoas comuns que de uma forma, ou de oura enriquecem a nossa vida. Bem haja, João Braga.



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