terça-feira, 9 de janeiro de 2024
Regresso aos Açores
Nesta minha viagem de regresso aos Açores, no final de 2023 e onde me encontro a trabalhar por opção, estive a falar com uma senhora de nacionalidade ucraniana e que estava sentado ao meu lado, no avião que nos transportava para as ilhas. Bastante faladora e já com algunS anos de estadia em Portugal, conseguia falar num portugués bastante compreensível. falamos de diversos assuntos, nomeadamante, familia e da 1º viagem que fazia aos Açores de caracter turístico. mas o que me prendeu á conversa e com alguma atenção, foi o ter falado que era de Donetsk, actualmente ocupada por tropas russas. salientou que a guerra não começou no ano de 20222, com a tal « operação especial» russa que camuflava o que realmente aconteceu. Uma invasão terrestre por forças miliares russas. a guerra já tinha começado em 2014 e era uma espécia de guerra esquecida. Entre forças militares ucranianas e movimentos separatistas pró-russos. 2022, tinha sido apenas o culminar de algo que já existia. e parece que só em Fevereiro o mundo ocidental acordou« para a Ucrãnia. uma guerra na Europa, apregoaram os jornais e os restantes meios de comunicação, esquecendo tudo o que tinha acontecido ali a´té aquele momento.
com a minha curiosidade natural, também lhe fiz algumas perguntas sobre como era viver na antiga União Sovietica. E falou com alguma nostalgia. teve um apartamento com o seu marido e que lhe tinha sido oferecido pelo estado. Falou dos bons cuidados de saúde de que dispunha e do bom acesso à educação. apenas referiu que as comodidades existentes, em termos comparativos, com as ocidentais nâo eram as melhores. Mas deu a entender que as condições de vida, para a generalidade dos ucranianos ( ex soviéticos) piorou bastante com o fim da União Soviética. o discurso da senhora, cujo nome não fixei, embora ela mo tenha dito, pareceu-me de uma franqueza, aliado a uma boa disposição e honestidade e que me sensibilizou bastante. Como seria bom que a nossa comunicação social e os media, tivessem um pouco da honestidade de pessoas como desta «amiga ucraniana». Talvez a verdade e a isenção jornalística passasem a ser o mote, tendo em vista um mundo melhor e mais honesto. Despedi-me da minha amiga, com os votos de um feliz ano de 2024.
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