sábado, 3 de julho de 2021

 Geografia Pessoal-2ª Historia


Isto das memorias geograficas e das perspectivas pessoais dos locais, remete-me para a imaginação que fazemos dos lugares. Quando não conhecemos um país, uma região,uma cidade ou ate uma aldeia e falo por mim claro, partimos de uma viagemplanisferica dos locais. Ou seja, imagino os locais a partir de mapas que consultei na escola, o trabalho, ou em casa.

    O nosso local de residência é um ponto no mapa. Conhecemos as ruas e os locais onde nos encontramos com amigos e familiares. Para onde vamos passear ou caminhare quando vamos para um lugar novo, a imaginaçaõ desse lugar regressa ao tal mapa que guaradámos numa secretária ou numa gaveta escondida.

    E quando chegamos a esse país, cidade ou região, ficamos surpreendidos. Por vezes, até ficamos desiludidos. nNão era daquela forma que imaginava ou sonhava  aquele local.Os sonhos também nos transportam a locais.Locais por onde passámos e que de uma forma incosciente foram guardados na nossa memória. Eu tenho memória que partem de sonhos e devaneios. Casas, florestas, rios. Por vezes, até pessoas.

  E de vez em quando regresso a essas memórias. Que não consigo compreender e explicar de uma forma correcta e consciente. Uma casa velha de cor branca, junto a um caminho. Um pequeno pátio, com uma velha arvore. De uma pequena janela, uma pessoa a espreitar. Um homem. Um homem que guarda segredos e histórias. Aonde?. Numa enorme biblioteca, espalhada pela mini-sala da pequena casa branca. Não há espaço para móveis . Só pra livros.o grande segredo.a sede de cultura e do saber. os livros como chave de todo o conhecimento.Esse homem, poderia ser eu. sózinho, numa casa humilde, rodeado de livros. A origem de todo o saber que eu um dia gostaria de ter. A sabedoria para perceber todos os misterios do universo.

 Asociado a esta geografia pessoal, recordo um pequeno texto que um dia me chegou às mãos.Um requerimento feito por um homem. Um vagabundo, ou um sem abrigo requer ao Tribunal, perdão no pagamento de uma dívida. Mas não justifica, o não pagamento por estar desmepregado , ou ter muitas despesas, ou ser pobre. Declara-se dono das «maiores riquezas do mundo». A riqueza dele, consistia em poder ver as luzes da cidade de Aveiro, Costa Nova, Barra e Ílhavo.Poder contemplar as estrelas e ouvir o barulho dos animais. e poder disfrutar disto tudo, pra ele era a maio riqueza. Por isso, se considerava o homem mais rico do mundo. Nunca me esqueci deste pequeno texto/requerimento. a lucidez de um homem que a grande maioria das pessoas pode considerar de louco. Mas que me faz pensar, sobre o segredo da vida e sobre aquilo que é mais importante no caminho da descoberta pessoal, da liberdade e talvez da felicidade.


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