sexta-feira, 1 de maio de 2020

1º de Maio

O 1º de Maio, dia do trabalhador, também pode servir para viajar na memória. Na memória, o 1º de Maio de 1974, em Coimbra. Um Estado Universitário, completamente cheio de pessoas que empunhavam bandeiras, cartazes, faixas e com um entusiasmo feito da descoberta do caminho da liberdade. Dias antes, o regime fascista tinha terminado. Os miltares comandados por Salgueiro Maia deram o golpe final naquele regime ditatorial. O povo fez o resto.
      Naquele 1º de Maio com a minha mãe. Eu com apenas 11 anos não percebia nada de política. O meu único desejo era o regresso do meu pai das longíquas terras africanas. Para uma criança, aquela revolucão de Abril, representava o fim da guerra e o regresso do meu pai.
       Com o passar dos anos, começei a compreender a importância do 1º de Maio e começei de uma forma regular a participar nas comemorações do dia do trabalhador. A importância da luta e dos direitos dos trabalhadores dava-me força para sair à rua.
        Mas recordo um recente 1º de Maio no ano de 2012. Em que uma cadeia de distribuição alimentar resolveu fazer uma promoçãode preços, naquele dia que deveria ser um dia feriado, onde o comércio deveria estar encerrado para descanso dos trabalhadores a que este dia é dedicado.
        Hoje, 1º de Maio de 2020 a epidemia  COVID, levou a novas formas de comemoração do dia. Pela Internet ou na rua com o devido distanciamento. Sem manifestações mas com a convicção de que a luta pelo trabalho e por direitos, mantêm-se sempre actual. 

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