domingo, 7 de janeiro de 2018
A Guerra. Todas a guerras
Escrever. A última fronteira.estou a ver neste momento, um filme americano sobre o Vietname ( antigo), Com actores conhecidos como Villiam Foe, Charlie Sheen, Jonnhy Deep, Tom Berenger. A violência e a perda do sentido de humanismo na guerra.A violência pela violência. Os americanos a expiarem os seus "pecados ". No cinema.
Em Portugal, também tivemos uma guerra.A guerra do Ultramar, ou a guerra de África. Nos antigos territórios das colónias portuguesas: angola, Moçambique e Guiné. Os traumas de guerra de quem passou por lá.Aquilo que muitos procuraram descrever e escrever.
Eu recordo a minha infância. Os programas de televisão, em período natalício. A mensagem dos militares, no Ultramar Português.Em Angola, moçambique e Guiné. " Nós por cá todos bem". cumprimentos à família, ao pai, à mãe, à namorada, ao cão e ao gato.Apenas isso.O que seria permitido pelo regime salazarista ( posteriormente marcelista). A propaganda das imagens.Uma tranquilidade e até alguma felicidade. Os militares portugueses estavam lá para engrandecer a nação.Contra os terroristas. Assim se designavam os outros. Aqueles que lutavam pela independência da sua própria terra.
Relembro ainda a voz de Adriano Correia de Oliveira. A canção do soldadinho que só após o 25 de Abril de 1974, pude escutar.O refrão falava de um soldadinho que nunca voltava.Mas que afinal, acabaria por voltar. Numa caixa de madeira. A sina do soldado português na guerra do Ultramar. A brutalidade da guerra. De todas as guerras.Para onde deveriam ser enviados todos os fabricantes e comerciantes de armas. Para conhecerem de perto, a morte e a violência.
A morte e o horror, como diria Marlon Brando, na cena final de Apocalipse Now.
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