domingo, 17 de abril de 2011

InterRail Paris-11.2

No dia seguinte, levantei-me cedo para visitar o centro de Paris, na zona do Arco de Triunfo.Passei pela Igreja de Madeleine com a sua imponente arquitectura exterior, lembrando um templo clássico grego. Passei pelo Palais Royal, pelo Louvre, jardim da Tulherias, Praça da Concórdia e o seu obelisco e caminhei pelo Champs Eliseés até ao Arco Triunfo.
Atravessei o rio Sena pela ponte Alexandre III e visitei o Petit Palais, Grand Palais e Palácio dos Inválidos. Atravessei novamente o rio Sena em sentido contrário, pelo Palácio Bourbon e voltei ao Jardim das Tulherias. Fiquei ali um pouco, vendo os jovens casais namorando e os pais passeando as crianças, ou simplesmente alguns franceses e turistas aproveitando os raios de sol do príncipio da tarde.Passei novamente, em frente ao Louvre, Arco do Carrossel, Píramede de Vidro e fui caminhando.Parei junto à Praça da Bastilha, onde me sentei numa esplanada.
  Esta praça, que para muitos é considerada das zonas mais feias de Paris é uma zona com um significado especial.Têm um carácter popular, associado talvez à carga simbólica do derrube da antiga Prisão da Bastilha e início da revolução francesa.
  O carácter festivo e revolucionário dos parisienses encontra-se aqui. Daqui partem as habituais manifestações sindicais.Aqui também se realizam as festas populares que antecedem as comemorações do 14 de Julho.
  Continuei a minha caminhada e lá cheguei novamente ao ponto de partida de todas as minhas excursões em Paris.Notre-Dame.Deixei-me ficar por ali, contemplando as margens do rio Sena e onde se concentravam grupos de jovens, ouvindo música, conversando, comendo e bebendo e também namorando.
  Na Íle de s. Louis, perto da Íle de la Citê, encontram-se grupos de músicos de rua, de vários géneros musicais.Na ponte de acesso à Ile de S. Louis, também encontramos massagistas de rua.
  Voltei para a pousada. O ambiente estav um pouco mortiço. Não tinha ninguém com quem conversar. Saí novamente.Na zona de Pigalle, perto da pousada abundam bares nocturnos, night-clubes, ficando ali também o famoso Moulin-Rouge.
   A zona está transformada numa autêntica montra de convite aos prazeres sexuais. Não estava interessado mas fui abordado várias vezes, por porteiros insistentes.Depressa me cansei e voltei para a pousada. Tentei dormir mas não era fácil. Começava a sentir-me cansado de dormir em sítios com poucas condiçoes de alojamento. A própria utilização da casa de banho, cujo chão não era limpo habitualmente e que era utilizado por várias pessoas, envolvia um máximo cuidado.A torneira do chuveiro deixava correr, apenas um pequeno fiozinho de água. Nada de especial. Em boa verdade, já tinha encontrado pousadas piores nos dias anteriores de viagem. Era o cansaço.Por isso, decidi que a última viagem antes do regresso a Coimbra, seria passada num hotel.

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