No dia seguinte em Berlim, procurei aproveitar para visitar a cidade num autocarro turístico.Parti da estação de Berlim ( Hauptbannoff) que me deixara encantado, tendo a primeira paragem na conhecida Memorial Church que foi práticamente destruída nos bombardeamentos da 2ª Guerra Mundial. Após a guerra, foi construída uma nova igreja, um edifício alto e moderno, tipo torre, mas a população não deixou que a velha igrek«ja fosse destruída. Assim, no centro da cidade deparamos com aquele contraste, entre uma igreja do século XIX e uma igreja moderna.(o mesmo aconteceu em Munick, onde tirei fotografias).
Nessa avenida, também fica localizada uma escultura conhecida internacionalmente com uns tubos metálicos entrelaçados e que é uma homenagem ao progresso industrial.Passei pela catedral de Berlim, Porta de Brandenburg, edifício da Bahaus e acabei por parar na zona de check-point, correspondente à divisão da cidade após a 2ª Guerra Mundial, em zonas de diferentes aliados. Há todo um ritual turístico naquela zona, em que os bares e lojas vendem postais alusivos a esses momentos históricos. Tmbém pude tirar fotografias, junto de um senhor com um uniforme de soldado americano e com a respectiva bandeira, simbolizando a entrada na zona americana.Todo um conjunto de adereços envolvem a zona. Sacos de areia marcando a zona de divisão e trincheira e a pequena casa em madeira, onde ficavam os soldados que vigiavam as entradas e saídas.
Em redor, podemos encontrar outros pontos de atracção histórico/ política como a exposição de velhos automóveis Trabant, da antiga Alemanha do Leste e bem ali perto, algumas zonas onde persistem partes do velho muro de Berlim, sinónimo da divisão da cidade e que felizmente terminou em 1989.Não resisti e acabei por comprar um postal ilustrado com um plástico envolvendo uma lasca em pedra do extinto e malfadado muro. Passei por outras zonas da cidade e fiquei agradávelmente surpreendido com a beleza da cidade, atravessada por pequenas ponntes em determinados trechos do rio.Os barcos atravessando o rio e as pessoas aproveitando o sol nas margens, foram outras imagens que me ficaram da cidade.
Na última noite em Berlim, passei uma fome de cão.Porque estava tudo fechadoe no bar da pousada não havia nada para comer. Acabei por comer umas tostas que encontrei no fundo da mochila. No dia seguinte iria para Paris mas só tinha comboio ao fim do dia. Passeei novamente pela cidade. Visitei o Reichstag com a nova estrutura em vidro, podendo no topo apreciar uma vista deslumbrante sobre a cidade.
Nessa visita, acabei por conhecer uma menina brasileira de ascendência japonesa, com quem acabei por passar o resto do dia, até à minha partida para Paris.Passeámos pelos jardins na zona da cidade dos Museus, percorremos uma feira de gastronoma e acabámos por percorrer a pé através de belas avenidas rodeadas de vegetação o caminho até à estação. Foi um dia bastante agradável. Conversámos bastante e da parte dela houve uma enorme satisfação, pois já não falava em português há bastante tempo. Estava a trabalhar como «au pair» na Dinamarca e aproveitou uns dias de férias dos patrões para também poder viajar.Ainda a convidei para vir até Paris comigo mas confessou que tinha que regressar ao trabalho. Deixei-lhe o meu contacto telefónico, para quando ela viesse a Portugal poder ter local para eentual estadia.
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