sábado, 5 de março de 2011

InterRail- 9- Viagem e passeio por Munique

No dia 21 de Agosto parti na minha viagem para terras alemãs: Munique.Esta viagem até Munique, durou uma tarde e parte da noite. Atravessei terras austríacas e a paisagem que se desenrolava diante dos meus olhos, era uma paisagem que me fazia lembrar o célebre filme " Música no Coração".
     Quando cheguei a Munique, fiquei completamente perdido. Teria que apanhar o metro para uma estação seguinte e não compreendia a explicação que me era dada pelo folheto de reserva.A minha sorte foi ter encontrado umas senhoras de nacionalidade angolana que me conseguiram explicar, onde deveria descer  para poder ir para a minha pousada.Chegui à estação correcta e já era noite escura.Estava novamente perdido. Ao longe, um prédio alto com o símbolo reluzente da Mercedes, uma das marcas do poder económico alemão.Por sorte, encontrei um grupo de jovens alemães que abordei e que por acaso estavam instalados na mesma pousada para onde eu tinha marcado a reserva.Também estavam de regresso à pousada e acompanharam-me até à entrada.
     Esta pousada, em termos de condições de alojamento acabaria por ser a  pior que encontrei.Apenas me indicaram o quarto onde iria dormir. Aí escolhi a cama. Para dormir, tive que colocar os lençóis de lado. Pela segunda vez nesta viagem, senti-me bastante sózinho. E curiosamente, no átrio da entrada junto à recepção e onde também se encontravam pessoas, existindo um pequeno bar, máquinas de bebidas e alguns computadores, ouvi vozes portuguesas.Olhei de lado e vi um pequeno grupo de 3 jovens portugueses que discutiam acaloradamente algo relacionado com computadores.Mas não me senti motivado a falar com eles. Como já tinha deixado a minha bagagem no quarto, aproveitei para ir dar uma volta antes de dormir. Era de noite mas ainda era cedo para ir dormir.E no quarto, a rapaziada que lá estava ainda permanecia muito animada.Obviamente, era tudo malta nova.
   A pousada ficava numa zona residencial. Era atravessada por um enorme avenida compasseios largos e com espaços para andar de bicicleta.Era a primeira cidade que encontrava, onde os peões tinham espaço suficiente para caminhar, devendo ainda estar atentos ao trânsito de ciclistas.E mesmo à noite, muitos ciclistas se cruzaram comigo.
    Como no outro dia, tinha o comboio ao fim da manhã para Berlim, levantei-me bem cedo.Não tinha direito a pequeno almoço na pousada e por isso arrumei logo a minha mochila e saí para a rua. Apanhei chuva e frio. O tempo mudara bastante desde que saíra de Itália e a cidade de Munique também fica perto dos Alpes.Andei até ao centro. Tirei algumas fotografias, nomeadamente na zona da catedral e da perfeitura da cidade. Na altura, não sabia reconhecer os edifícios mas mais tarde identifiquei-os por fotografias e por folhetos turísticos.Tomei o pequeno almoço no centro da cidade. No regresso à estação, perdi-me. Lá encontrei novamente um senhor e num inglês péssimo de parte a parte, lá nos entendemos e lá consegui voltar à estação.
    Algumas notas curiosas sobre este meu primeiro contacto com a Alemanha. A limpeza das ruas contrastava em absoluto, com as ruas da cidade de Roma.Também apreciei a novidade da visitar uma igreja protestante, em que a exuberância decorativa própria das igrejas católicas é práticamente eliminado.E finalmente, ao passar por um parque verde, o pormenor das piras funerárias com com chamas sempre acesas em memória das v´timas do nazismo.Os alemães cultivam muito a memória, algo que também iria encontrar na cidade de Berlim. Cultivam a memória dos horrores do nazismo com museus, memoriais, etc.Provávelmente para perpetuarem algo que não querem repetir mais.
 

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