segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

InterRail-7-Viagem para Roma

    No dia 16 de Agosto, parti para Roma.Em Roma, acabei por ser envolvido por várias sensações. Acabei por admirar sem surpresa, todo o património artístico que pude visitar. Estava na famosa Cidade Eterna, com uma enorme riqueza cultural e artística.Um berço da nossa civilização.
    Mas também acabei por ficar chocado com a quantidade de pessoas que encontrei na rua, completamente entregues a si próprias.Lembro-me de uma idosa, perto da pousada onde me encontrava. Quando a avistei fiquei chocado, talvez pelo ar desamparado da senhora que parecia procurar um local para se abrigar. Não fiz nada, tendo-me limitado a olhá-la de relance. Continuei o meu caminho e passei essa noite a sonhar com a idosa. Na noite seguinte, tentei encontrá-la, para lhe deixar algum dinheiro mas não consegui esse meu objectivo.
   A pousada ficava perto da estação. Por isso foi fácil encontrá-la. Com o calor intenso que se fazia sentir naqueles dias de Agosto, foi muito agradável encontrar uma pousada que tinha ar condicionado nos quartos. Porque foi em Roma que apanhei os maiores  dias de calor daquele Verão.
   Após deixar a minha bagagem na pousada fui dar uma pequena volta pelas imediações. Ainda visitei a entrada das Termas de Diocleciano, onde fica actualmente o museu Nacional Romano e a Igreja Santa Maria Maggiore com um enorme obelisco colocado na praça central.
   Neste primeiro contacto com Roma, pude observar outra grande curiosidade sobre esta cidade. A atracção que as fontes exercem sobre os turistas. e ainda a tendência que os turistas têm de se descalçarem e molharem os pés nas fontes.A força do cinema com as cenas do famoso filme de Fellini "La Dolce Vita" e o banho dos protagonistas junto à Fontana di Trevi, levam as pessoas a querererem também ser protagonistas de algo. E a fixarem um momento. Por isso, também experimentei molhar os pés na Fontana Neptuno, na Piazza Novana.
   Como grande caminhante que sou, nessa noite andei bastante e acabei por ir ter até à zona do Coliseu, onde acabei por jantar uma típica comida italiana.E fui atendido por um empregado italiano, completamente excêntrico que cantava ópera enquanto servia os clientes.
   Na pousada acabei por conhecer uns turistas americanos e tal como outros que encontrei, falavam muito em como a vida na Europa estava extremamente cara. Naquele ano de 2009, o euro estava numa cotação favorável em relação ao dólar. Por falar em turistas, os ingleses estavam em todo o lado. Exuberantes e ruidosos, inundavam as esplanadas, cafés e restaurantes de Roma e não pareciam muito contidos em despesas.Por isso também deveriam ser os turistas mais desejados em Itália e noutros países.
   Em Roma acabei por ficar três noites. Já tinha planeado assim. A cidade é bastante grande e com muitos pontos de interesse para visitar.Por isso, optei por visitá-la num autocarro turístico como já tinha feito em Madrid.Circulavam na cidade dois autocarros turísticos distintos.Um deles percorria os locais da Roma Imperial ( autocarro vermelho) e o outro percorria os locais da Roma Cristã (autocarro amarelo).Mas acabaria por andar também a pé debaixo de um calor tórrido.
   Na primeira noite passei junto ao Coliseu e tirei as primeiras fotografias de Roma. É um símbolo da Roma Imperial e um edifício grandioso que consegue ser mais fascinante visto do lado exterior como poderia constatar em visita posterior.O que me divertiu imenso foi verum grupo de homens italiannos que se concentram habitualmente à porta do Coliseu com t-shirts alusivas aos gladiadores e entoando cantos guerreiros. Provávelmente serão mesmo os descendentes de Hércules, pensei eu, de forma irónica.
  Perto do Coliseu, fica o Arco de Constantino que é um dos arcos  triunfais mais bem conservados da Roma Imperial. Também é um arco simbólico porque comemora  uma vitória sobre um outro co-imperador e segundo a tradição, o imperador teria tido uma visão em que poderoia vencer sob o signo cristão da cruz. Como tal aconteceu a religião oficial romana passou a ser o cristianismo.
 

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