No dia 14 de Agosto parti no comboio para Florença.Fiz escala em Milão.A estação ferroviária de Milão é um autèntico centro comercial à superfície.Não saí para o exterior, apesar de ainda faltar algum tempo para a partida de comboio.E ainda bem que o fiz.Quando cheguei à plataforma e ainda antes do horário previsto para a saída do comboio, cerca das 10 horas, as portas automáticas do comboio já se encontravam fechadas.
Claro que começei logo a barafustar com o empregado ferroviário ali presente, impecávelmente vestido e que entendeu o que lhe disse, mas declarando não estar ao seu alcance a resolução do problema.À minha insistência juntou-se a de outros passageiros e pouco depois em contacto com o maquinista, foram desbloqueadas as portas de entrada para as carruagens.E lá segui para Florença, a cidade da arte e da cultura. O berço do Renascimento.
Cheguei à cidade a meio da tarde.Acho que durante estes dois dias, apanhei o primeiro " banho de cultura" que me iria acompanhar durante o meu percurso por Itália.Logo à saída da estação pude vislumbrar a magnífica Basílica de Santa Croce, da Ordem dos Franciscanos que segundo a lenda terásido fundada pelo próprio S. Francisco de Xavier no século XIII. A imponente fachada em mármore branco, impressiona pela sua grandeza, os turistas que por ali passam.
Mas deixaria a visita à Igreja para mais tarde. Necessitava de chegar à pousada para tomar um banho e descansar um pouco. Depois poderia tomar as minhas primeiras impressões da cidade dos Medici.A pousada onde me instalei ficava perto do rio Arno e da famosa ponte Vecchio.
Era uma pousada familiar dirigida por dois jovens italianos bastante simpáticos. Por acaso foi a única, onde me exigiram o pagamento em dinheiro. Fiquei num quarto interior, numa cama normal de solteiro. No centro do quarto, uma cama de casal que viria a ser ocupada por um casal que apenas conheci de relance, após uma noite de sono intenso.Ali conheci outro rapaz argentino que também andava a viajar pela Europa.Disse-me que a sua profissão era a de jornalista e aproveitava as suas viagens para escrever. Cheguei a trocar contacto de telemóvel com ele mas acabei por perder tal contacto.
A cidade de Florença é práticamente um museu vivo.É uma cidade com igrejas, museus, palácios, galerias de arte, em cada esquina que percorremos na cidade.Nessa primeira noite fui até à Piazza di Signorina que é o centro cultural e nocturno da cidade.O Palácio della Signorina(Palácio Vecchio) com a sua alta torre com ameias domina um dos topos da praça. Aí também se encontram algumas réplicas de estátuas famosas como a de David, de Miguel Ângelo.
No centro da praça, a Fonte de Neptuno e a estátua de um dos membros da família Medici( Cosmo Medici). Esta cidade não pode ser separada desta família de banqueiros, mecenas de artistas famosos e que se tornaram soberanos não-oficiais da cidade toscana.
Nesa primeira noite, antes de me ir deitar ainda passei pela Ponte Vechio com as suas lojas colocadas ao longo de todo o tabuleiro. Atravessei a ponte e percorri as ruas da outra margem da cidade.A estrutura medieval da ponnte, combinada com a beleza do seu enquadramento com o rio Arno, tornam-na um local extremamente bonito e romântico. Principalmente ao pôr do sol.
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