A minha primeira paragem para tirar fotografias foi na Plaza Mayor de Barcelona. Sentado na esplanada, enquanto bebia uma cerveja olhei em redor e não pude deixar de compará-la com a de Madrid. Esta praça, com os edifícios numa arquitectura semelhante à praça de Madrid, têm um ar colonial e tropical. Com as palmeiras gigantes ocupando praticamente todos os espaços da praça, poderia ser uma praça de qualquer país sul-americano que foi colonizado por Espanha.Por momentos e fechando os olhos, imaginei-me num país latino-americano.
Depois resolvi aproveitar, dando um passeio pela cidade. Caminhei em direcção ao porto de Barcelona, admirando as inúmeras lojas, restaurantes e quiosques. Ao fundo das Ramblas, lá estava a estátua de Cristovão Colombo, apontando o caminho do mar.
Durante os dois dias que estive na cidade de Barcelona, aproveitei para passear junto ao mar, na zona da praia da Barceloneta.Os dias estavam quentes e convidavam ao mergulho mas optei por passear pela cidade.
Visitei o Museu Picasso, onde pude apreciar o trabalho desenvolvido pelo pintor, com base no quadro "As Meninas" de Velasquez. Percorri o Bairro Gótico com as suas ruas típicas.Visitei a Catedral de Barcelona e todas as estruturas envolventes. Caminhei como um louco para visitar a Sagrada Família, a Casa Batló e a Pedreira de Gaudi.
Enfim, foram dois dias bem passados, embora bastante cansativos. O calor era intenso.Ao cair da noite, a zona das Ramblas ficava deserta de turistas. Um corropio de táxis e carros particulares transportando bastantes jovens partiam daquela zona da cidade. Provavelmente para outras zonas da cidade com ofertas nocturnas mais aliciantes.
Com o cair da noite, as prostitutas e vendedores de sacos plásticos com bebidas alcoólicas e mais alguns indivíduos de ar suspeito, tomavam conta de toda a zona das Ramblas. Estavam à porta dos bares, restaurantes e hotéis abordando de forma livre todos os turistas que passavam.
Uma dessas artistas da noite, abordou-me e de forma explícita, explicou com gestos claros o que poderíamos fazer se eu quisesse acompanhá-la.. Como não mostrei interesse, começou a agarrar-me por um braço e veio atrás de mim até à entrada da pousada.Ainda nessa noite, após comprar alguns postais ilustrados falei com esse comerciante espanhol que me disse estar muito indignado com a presença daquela «malta», originária essencialmente do Norte de África e ligada à prostituição e outros negócios e que se concentravam naquela zona da cidade.Que estragavam a imagem turística de Barcelona. Acrescentou ainda que não compreendia o facto de a policia não fazer nada, pois a maior parte daquelas pessoas encontravam-se ilegais em território espanhol. Em jeito de aviso, ainda me disse para ter cuidado e não cair no engodo das «beldades», pois poderiam-me levar para um sítio escuro onde poderia levar uma cacetada dos amigos delas, ficando depois sem o dinheiro.
A minha amiga argentina, com a qual acabei por não fazer nenhum programa, apareceu no segundo dia no quarto com um tom vermelhão-lagosta, sinal de que optara por ir até à praia, em vez de procurar as ofertas culturais de Barcelona. Ainda trocámos algumas palavras sobre como tinham decorrido aqueles dias.
As noites quentes de Barcelona eram uma autêntica tentação. Convidavam à praia, à discoteca e ao encontro com outras pessoas.Destes dias, ficou o desejo de voltar um dia. Hasta la vista, Barcelona.
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