No primeiro dia em Madrid, resolvi dar um passeio pelo centro da cidade.E a primeira imagem que recordo deste passeio pelas ruas pedonais e que talvez possa dizer muito sobre o espírito deste povo madrileno, é o símbolo escolhido para representar a cidade e que se encontra numa escultura perto da Porta do Sol. Um urso na posição vertical, tentando chegar a um medronheiro. Acho aquela imagem escultórica localizada num dos topos da entrada para a Porta do Sol, extremamente sugestiva.
Talvez não se enquadre muito com o local movimentado da cidade, com bastantes pessoas a circularem de um lado para o outro mas talvez possa significar a luta pela sobrevivência de um ser vivo.
Entrei na Porta do Sol e claro que fotografei o quilómetro zero das estradas espanholas, tal com dezenas de turistas que ali se encontravam.Durante estes meus passeios pedestres, levava a minha pequena mochila com alguns mantimentos como água e algumas coisas que ia comprando nos supermercados que encontrava. Levava a minha máquina fotográfica e os documentos e dinheiro em sítios separados como já tinha referido. Até ao fim da viagem, foi sempre esta a minha atitude e postura, para evitar eventuais problemas de perca ou furto de objectos.E também procurei sempre minimizar os custos, evitando restaurantes e outros estabelecimentos similares. Mas reservava sempre para o último dia um contacto directo com a gastronomia local, também porque não tenho vocação para «mártir». Não poderia estar sempre a alimentar de sandes, bolachas e outros aperitivos.
Em resumo, tentava conhecer as cidades e por outro lado tinha que alimentar-me. Alimentar a minha «amiga barriga» e a minha «alimentação espiritual e cultural», visitando museus e locais históricos de interesse.
Voltando à referida Porta do Sol e enquanto contemplava o bonito edifício da sede dos correios espanhóis, com uma torre central onde brilhava um campanário de forma cúbica e onde em cada uma das faces se encontra um relógio.É um sítio emblemático da cidade e onde todos os anos milhares de pessoas comemoram a entrada no novo ano.Para além disso, fotografei o ponto zero ou quilómetro zero no passeio em frente ao edifício dos correios. É a referência para as estradas espanholas.
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