Cheguei a Madrid no dia 8 Agosto, bem cedo. A estação ferroviária tinha acesso directo ao exterior e também ao metropolitano.Após subir as escadas rolantes de acesso ao exterior da estação, espreitei a cidade. No horizonte, dois enormes aranha-céus pareciam convidar-me a visitar a capital espanhola que já não era a capital de um grande império mas continuava a ser de um país ocidental e moderno mas ao mesmo tempo tradicional e carregado de símbolos históricos. Um país importante na formação da cultura europeia.
Encaminhei-me para o metropolitano, meio hesitante após tirar umas fotografias àqueles gigantes colocados estrategicamente no meu horizonte.
Com o apoio das informações que acompanhavam a reserva da pousada escolhida lá cheguei ao meu destino.
Fui atendido por um recepcionista jovem e bastante simpático de nacionalidade brasileira. E foi algo que me acompanhou durante este percurso estival do InterRail pela Europa. Um encontro constante de cidadãos de nacionalidade brasileira.
O quarto onde iria ficar era totalmente demonstrativo dos cenários que iria encontrar durante esta minha viagem.Vários beliches compunham o quarto, estando a maior parte deles já ocupados com jovens de idades variadas. Acabei por escolher um beliche inferior que verifiquei ser o único que estava desocupado. Tomei um banho e em seguida acomodei as minhas peças de roupa no armário. Fiquei apenas com os valores, carteira e máquina fotográfica. Esta passaria a ser a minha rotina em todas as pousadas em que iria ficar.
Na minha pequena conversa com o recepcionista brasileiro fui informado que não estava longe do centro da cidade. Como eu sou um bom caminhante iria percorrer de forma fácil o referido percurso citadino.Depois poderia optar nos dias seguintes por percorrer a cidade naqueles autocarros turísticos que nos podem levar para todo o lado.
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