sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

InterRail-2

Cheguei a Abrantes quando já era de noite. A estação encontrava-se fechada. Como ainda faltava algum tempo para a chegada do Lusitânia (cerca de 2 horas), ainda fui dar uma volta pela cidade.A estação ficava fora do centro da cidade e por isso tive que andar um bocado até encontrar um sítio onde pudesse tomar uma pequena refeição. Pouco me lembro desse café que encontrei mas ficava no fim de uma rua bastante comprida, porque andei bastante desde a estação até lá chegar.Acho que apenas tomei um café porque tinha algumas sandes na mochila. Estive lá sentado algum tempo, enquanto passava os olhos pela televisão que se encontrava acesa.
Não me lembro das pessoas que ali se encontravam. Sei que, quando eu cheguei estava apenas um casal mais uma criança. Conversas de circunstância, perfeitamente normais, numa cidade normal.Acho que fui atendido por um senhor, meio adormecido e que se amparava no balcão.
Voltei à estação. Aguardei  num banco da sala de espera. Quando chegou o comboio, eu era o único passageiro que subia naquela estação, porque o revisor saiu do comboio e perguntou se eu era o passageiro de Abrantes.
Claro que era. E cheio de vontade de iniciar a minha viagem de InterRail. Porque era ali que começava a minha viagem mítica.Pelo menos, na minha cabeça.
Entrei na carruagem.Dirigi-me ao meu lugar marcado e pude verificar que a maioria dos passageiros dormia profundamente.Muitos jovens e de várias nacionalidades. A maioria em viagem túristica. Não aparentavam serem pessoas que iam para o seu emprego diário em Madrid.Para me acompanhar nesta viagem, escolhi um livro de um  autor, cujo nome não me recordo, e que pretendia compreender a "alma do povo espanhol", percorrendo o país e através das suas paisagens, da sua vivência diária e das suas criações artísticas.
Porque um viajante, têm que procurar  compreender os locais por onde viaja.Livro interessante. Falava de artistas e intelectuais  espanhois como Salvador Dali, Velasquez, El Greco, entre outros.E de uma forma correcta e profunda abordava este país imenso, com várias nacionalidades e vários povos. Não deve existir uma "alma" espanhola mas várias "almas" espanholas.

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