Viagem. Viajar. Conhecer locais e pessoas. Algo que acompanha o homem desde o início da sua caminhada neste planeta Terra.E eu não sou excepção. Sempre gostei de viajar. Penso que esse gosto me foi transmitido pelo meu pai que gostava imenso de viajar de comboio. Ele enumerava com prazer, algo que lhe foi transmitido no ensino primário.A enumeração das linhas de comboio do país, desde a estação de origem, as estações de passagem até à estação final.E sabia muitas histórias sobre comboios, estações, apeadeiros e pessoas ligadas aos caminhos de ferro.Histórias deliciosas e divertidas. Desde a história do orgão de Souselas encomendado pelo padre que perseguia e conquistava as esposas dos habitantes daquela localidade e que motivava o gozo dos passageiros dos comboios e a raiva dos habitantes de Souselas, até à história do revisor do apeadeiro das Carvalhosas-Linha da Lousã, que saiu em cuecas da casa de banho para sinalizar a passagem do comboio.
E eu gosto de viajar de comboio. Pode-se conversar calmamente, ler, escrever. passar pelo bar do comboio, ou pelo restaurante, ou até dormir nas carruagens cama.
Por motivos profissionais, viajo de comboio diáriamente. E viajo num comboio regional que pára em todas as estações e apeadeiros. Eu deveria ser das primeiras pessoas a estar farto de andar de comboio. Ma não.
No comboio ocorrem histórias. Trocam-se ideias e outras coisas mais banais. Há até quem se apaixone em viagens de comboio.
O InterRail é um sonho de criança que nunca foi concretizado. Muitas pessoas concretizaram essa viagem e como algumas pessoas gostam de dizer na altura certa. Quando se é jovem. Mas não há altura certa, por isso aos 46 anos concretizei essa viagem. Sózinho. E foi interessante, apesar de viajar sózinho. com uma grande vantagem. Não tenho que discutir com ninguém, os locais que vou percorrer e visitar. viagens individuais, em busca do nosso próprio roteiro, com base em sonhos e imaginários criados.
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